O que acontece: jogadores da seleção canadense relatam ataque de ódio e ameaças nas redes sociais, após erros em partidas. O objetivo é pressionar plataformas digitais e o governo a adotarem medidas mais firmes para identificar e responsabilizar autores de disparos de ódio e de ameaças de morte.
Quem está envolvido: atletas da seleção canadense, entre eles o zagueiro Moise Bombito, do Nice, o atacante Liam Millar e o capitão Stephen Eustaquio. Eles passaram a cobrar ações eficazes contra conteúdos abusivos, racistas e perigosos.
Quando e onde: os relatos se intensificaram durante a Copa América de 2024, com mensagens recebidas principalmente via diretas, comentários e respostas em redes sociais. O caso ocorreu no contexto da atual temporada internacional e episódios recentes de turbulência online.
Por que é importante: os atletas afirmam que críticas esportivas são normais, mas ataques racistas e ameaças de morte não podem ser tolerados. Eles defendem responsabilização rápida de usuários e maior fiscalização das plataformas diante da gravidade dos abusos.
Pressão para mudança nas plataformas
Apesar de tentativas de contenção por parte das redes, os atletas destacam a facilidade de criação de novas contas para continuar o assédio. A atuação intensa de apostas esportivas online também é apontada como fator que agrava os ataques.
Ação do governo e encaminhamentos legais
Em 10 de junho, o governo canadense apresentou o Projeto de Lei C-34, com novas obrigações para plataformas de redes sociais e para IA. O texto prevê avaliação de denúncias em até 24 horas e divulgação de como cada caso foi tratado. A iniciativa busca tratar abusos racistas e ameaças como crimes, com resposta rápida.
Entre na conversa da comunidade