Ronaldo, aos 17 anos, foi convocado por Carlos Alberto Parreira para a Copa do Mundo de 1994, nos EUA, mas não entrou em campo. Mesmo brilhando nos treinamentos, a escalação do então jovem atleta exigiria abrir mão do equilíbrio do time ao lado de Bebeto e Romário. A decisão ficou com o treinador.
Agora, 32 anos depois, o Brasil volta a discutir se Endrick terá protagonismo na Copa em solo americano. O atacante nascido no Distrito Federal, criado em Valparaíso de Goiás, ficou no banco durante a estreia contra Marrocos e viu a cobrança aumentar.
Endrick apresenta recursos que o tornam uma opção diversa para o ataque brasileiro. Ele desequilibra as defesas com diagonais e velocidade, pressionando zagueiros e abrindo espaço no campo. A presença dele desperta expectativa entre torcedores e comissão técnica.
Na prática, a equipe tem observado a necessidade de balancear o talento com a manutenção do funcionamento coletivo. Ancelotti avaliou Endrick como jogador de alto potencial, ainda em desenvolvimento, com foco em concentração e participação na construção de jogadas.
O treinador italiano já testou Endrick como alternativa a Matheus Cunha, sinalizando uma possível utilização em diferentes modelos de jogo. Em Copas recentes, equipes eficientes nas transições costumam favorecer atacantes com perfil vertical.
A presença de Endrick em Copas dá ao Distrito Federal a chance de retornar ao Mundial após Lúcio e Kaká, em 2010. A última vez que um jogador nascido em Brasília marcou em Mundiais foi Kaká, na Alemanha 2006. Endrick pode encerrar esse jejum nesta sexta-feira.
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