Nesta sexta-feira (19/06), o Haiti enfrenta o Brasil em Filadélfia pela segunda rodada do Grupo C da Copa do Mundo de 2026. Antes do jogo, a equipe precisou mudar a camisa original, proibida pela Fifa na última hora.
A Fifa barrou a peça por causa de uma ilustração perto do quadril direito que retratava silhuetas de combatentes erguendo a bandeira do Haiti, em referência à Batalha de Vertières de 1803. A entidade considerou simbolismo político e solicitou a remoção.
A fabricante Saeta afirmou que o desenho não tinha intenção política, apenas uma homenagem aos que constroem o futuro do país. A Federação Haitiana de Futebol classificou a decisão como má interpretação e a camisa revisada já foi usada em fotos oficiais antes do torneio.
O Haiti estreou com a nova versão da camisa, no sábado (13/06), em Boston, perdendo por 1 a 0 para a Escócia. O Brasil empatou 1 a 1 com o Marrocos na mesma rodada, em Nova Jersey. A partida desta sexta ocorre no estádio de Filadélfia, com foco na disputa do grupo.
Contexto histórico e contexto da seleção
A aposta do Haiti na camisa envolve uma referência histórica à independência do país, conquistada em 1804 após a vitória na Batalha de Vertières. A data é comemorada no Haiti como Dia das Forças Armadas e marca um dos momentos centrais da Revolução Haitiana.
A situação ocorre em meio a um ambiente de instabilidade no país. Porto Príncipe tem grande presença de gangues que controlam áreas da capital e afetaram estruturas da seleção, como o estádio Sylvio Cator e o centro de treinamento, que passaram por ocupação e ataques nos últimos anos.
Além da questão têxtil, o país chegou à Copa após vencer a Nicarágua por 2 a 0 nas eliminatórias da Concacaf, em novembro de 2025, assegurando vaga inédita em 52 anos. Um gola-o-louco de Louicius Deedson ficou marcado naquela vitória.
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