Caso de Vini Jr. e Mbappé motivou regra de expulsão para jogador que cobre a boca; entenda
A International Board aprovou, de forma unânime, uma regra que prevê cartão vermelho para o jogador que cobrir a boca durante confrontos. A mudança foi anunciada dois meses após a passagem de casos envolvendo Vinícius Júnior e Kylian Mbappé, que apontaram insultos racistas durante partidas internacionais.
No que envolve a prática de cobrar a boca, o primeiro caso a resultar em expulsão segundo a nova regra ocorreu com o atacante Miguel Almirón, do Paraguai, em uma partida disputada entre Turquia e Paraguai. A decisão foi tomada após a verificação de conduta considerada passível de punição com o cartão vermelho.
A controvérsia envolvendo Vinícius Júnior e Mbappé remonta a uma ocorrência na Liga dos Campeões da Europa, no Estádio da Luz, em Lisboa, quando Vinícius celebrou um gol próximo a uma torcida organizada e houve reclamações de jogadores do Benfica. Após a confusão, Vini foi advertido com cartão amarelo pelo árbitro. Em seguida, Vini denunciou racismo ao juiz e a partida foi temporariamente interrompida após Mbappé acusar Prestianni, jogador do Benfica, de ofensas racistas. O árbitro acionou o protocolo antirracismo, e a interrupção durou 10 minutos. Prestianni foi suspenso pela UEFA por seis jogos.
A decisão sobre a regra de expulsão para quem cobre a boca foi informada à comitiva de 48 seleções participantes da Copa do Mundo de 2026 durante uma reunião da IFAB em Vancouver. A medida visa padronizar a resposta disciplinar a esse tipo de conduta em grandes torneios.
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