Neymar segue em recuperação após sofrer lesão muscular de grau 2 na panturrilha direita. O atacante não participa do treino da seleção e não viajou com o grupo para a partida contra o Haiti, válida pela segunda rodada do Grupo C da Copa do Mundo de 2026.
Além da recuperação física, entra em pauta a cinesiofobia, que é o medo de se movimentar após lesão. O temor surge diante da possibilidade de dor ou de nova lesão e pode atrasar a volta ao esporte de alto rendimento.
Segundo a fisioterapeuta Bruna Massaroto, a carga mental do atleta influencia a confiança durante a recuperação. O objetivo é evitar o repouso, com foco em fisioterapia e exercícios que promovam variação de movimentos para recuperar a inteligência motora.
Estudos indicam que entre 50% e 70% de pessoas com dor crônica desenvolvem cinesiofobia, e a prevalência em casos de enxaqueca é de cerca de 53%. No caso de Neymar, há ainda o histórico recente de lesões e a intensidade da marcação nas partidas.
Para Bruna, a recuperação envolve fatores físicos e psicológicos. Caso a lesão tenha apenas ruptura parcial com edema, o protocolo pode levar semanas, mas o tratamento precisa considerar a experiência individual da dor de cada atleta.
A gestão multidisciplinar é indicada para assegurar retorno seguro à competição, com acompanhamento que envolva aspectos físicos, emocionais e de confiança do jogador durante a reabilitação.
Entre na conversa da comunidade