A trajetória de João Carlos Albuquerque, conhecido como Canalha, sofreu um giro após sua saída da ESPN em 2019. O jornalista enfrenta dificuldades para retornar ao mercado de trabalho e mantém a atuação em outras frentes. A revelação veio em entrevista recente.
Albuquerque comandou programas emblemáticos como Bate-Bola e Linha de Passe, na ESPN. Aos 70 anos, ele descreveu a situação financeira atual como difícil e afirmou estar “muito pobre” em meio à busca por novos espaços na TV.
O relato foi feito ao canal do jornalista Cosme Rímoli. O ex-apresentador associou a escassez de oportunidades ao cenário político polarizado do Brasil, sugerindo que suas posições progressistas teriam afastado empregadores no jornalismo esportivo.
Para além da TV, o jornalista participou do The Voice Brasil em 2019 e hoje investe na música, com apresentações próprias. Aposentadoria entrou como fonte de sustento e ele também passou pela TV Cultura na Baixada Santista, em Resenha Santista, como comentarista convidado.
Apesar do silêncio do mercado, houve um fio de esperança. No início de junho, Albuquerque foi contratado pela Revista Fórum para cobrir a Copa do Mundo de 2026, com o programa Fórum na Copa. A contratação reacende a expectativa dos fãs.
Segundo a nova função, ele integrará a equipe que acompanhará o Mundial de 2026, trazendo a experiência adquirida ao longo de mais de cinco décadas na televisão. A participação ocorre em meio a mudanças no jornalismo esportivo brasileiro.
Especialistas ouvidos pela reportagem apontam que a trajetória do ex-apresentador ilustra as dificuldades de vedação de espaços para vozes com posições políticas diversas dentro de grandes veículos. O caso, no entanto, segue sem confirmação oficial de mudanças adicionais.
A expectativa é que o retorno de Albuquerque à televisão seja marcado por formatos que valorizem a participação do público, a espontaneidade e a crítica construtiva, alinhados ao histórico de atuação do jornalista.
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