O Haiti disputará a segunda rodada da Copa do Mundo contra o Brasil, em jogo realizado longe de casa, em razão de violações de segurança no país. A equipe caribenha teve de mandar suas partidas de eliminatórias em Curaçao e encara a competição com o sonho de avançar ao mata-mata, apesar das dificuldades. A Seleção Brasileira entra como favorito e busca manter o ritmo de competição.
A superação também marca a história de Ricardo Adé, zagueiro haitiano de 36 anos, titular da equipe treinada por Sébastien Migné. Após enfrentar anos de instabilidade, ele passou por momentos difíceis que rumo ao futebol profissional. Morou na rua durante a busca por espaço no esporte e, após um golpe na Tailândia, precisou recomeçar do zero.
Ricardo Adé reergueu-se ao retornar ao Haiti e seguir tentando a carreira. Aos 26 anos, assinou com o Miami United, nos Estados Unidos, abrindo caminho para o primeiro contrato profissional com o Santiago Morning, no Chile. Três anos depois, transferiu-se ao Mushuc Runa e passou por clubes do Equador, incluindo o Aucas, até chegar à LDU, em 2023.
No Equador, o zagueiro disse sentir-se em sua segunda casa, longe da família, dedicando-se ao país que o acolheu. Em entrevista à FIFA, ele revelou satisfação com a mudança e confiança em seguir contribuindo para o Haiti. A trajetória é apresentada como exemplo de resiliência dentro do elenco haitiano.
Na campanha da Copa do Mundo, o Haiti estreou com derrota por 1 a 0 para a Escócia. Para Adé, a participação no Mundial representa continuidade de um processo de luta do povo haitiano, com a seleção ciente das dificuldades, mas confiante em disputar cada desafio com as armas disponíveis.
A equipe do Haiti encara o Brasil em um jogo decisivo da fase de grupos, buscando comprovar que, apesar das adversidades, a seleção pode manter o objetivo de avançar. O duelo ocorre em contexto de preparação e expectativa para o restante do torneio.
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