O Brasil enfrenta o Haiti pela segunda rodada do Grupo C da Copa do Mundo. A partida acontece nesta sexta-feira, em Lincoln Financial Field, na Filadélfia, após o empate em 1 a 1 contra o Marrocos. O duelo define quem avança na fase de grupos.
O Haiti volta a competir em um Mundial mais de 50 anos após a sua estreia, em 1974. Em campo, as seleções disputam o resultado que pode manter vivas as chances de classificação, com o Brasil buscando distância na chave.
Apesar de o Haiti ter passado por crises políticas e desastres naturais, o país caribenho viveu momentos de resiliência histórica. A seleção haitiana chega com a experiência de disputas anteriores em torneios globais.
A história que molda o Haiti
1) A abolição permanente da escravidão nas Américas ocorreu no Haiti, proclamada de modo definitivo em 1804, após a independência. O feito está ligado à identidade nacional e à historia revolucionária do país.
2) A Batalha de Vertières, em 1803, é um marco que consolidou a independência haitiana. Em paralelo, houve controvérsia sobre o design de uniformes na Copa de 2026, levando a desmentidos sobre qualquer ligação com símbolos políticos ou com a bandeira polonesa.
3) No século XXI, o Haiti enfrentou tragédias humanas e desastres naturais. O Brasil participou do Jogo da Paz em 2004, em Porto Príncipe, fortalecendo laços de cooperação. O país recebeu imigrantes haitianos em condições humanitárias especiais.
Cooperação e migração
Entre 2010 e 2024, o Brasil teve mais de 186 mil entradas de haitianos, com cerca de 40 mil pedidos formais de refúgio. A regularização ocorreu principalmente via vistos humanitários e programas de reunião familiar, segundo dados de OBMigra e ACNUR.
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