A seleção do Irã vai encaminhar à Fifa uma reclamação formal sobre as restrições de viagem impostas aos seus membros durante a Copa do Mundo nos Estados Unidos. A delegação teve de permanecer sediada no México por questões de visto e pelo atual conflito com um dos anfitriões, o que impacta a preparação das partidas.
De acordo com a Federação Iraniana de Futebol, o cronograma logístico para os encontros já havia sido informado, incluindo o jogo deste domingo contra a Bélgica. As restrições, no entanto, afetam a organização da comissão técnica e a preparação da partida.
Para a partida contra a Bélgica, parte da comissão técnica ficou sem visto para entrar nos EUA. Assim, os integrantes só chegarão a Los Angeles, sede do jogo, um dia antes do confronto, em vez de dois dias antes, o planejamento originalmente previsto.
A federação explicou que a viagem previa a chegada da equipe técnica dois dias antes de cada duelo, para alcançar a condição técnica e física ideal antes de retornar à base no dia seguinte à partida.
Histórico recente aponta dificuldades anteriores de visto na campanha. Após a estreia, a seleção não pôde permanecer nos EUA e enfrentou problemas para retornar ao México, em meio a um empate em 2 a 2 com a Nova Zelândia. O capitão Mehdi Taremi e o auxiliar Saeed Al-Hawie foram retidos no aeroporto de Los Angeles.
Além disso, Mehdi Torabi pode ficar impossibilitado de retornar aos EUA para a segunda rodada, já que o visto dele permitia apenas uma entrada. A federação busca uma solução documental para que o atleta participe de toda a Copa do Mundo pelo Irã.
Desdobramentos logísticos
A Fifa ainda não se manifestou sobre a reclamação até o momento desta publicação. A equipe iraniana continua a se preparar para as próximas partidas sob as restrições de viagem impostas, com a busca por alternativas que assegurem condições técnicas equivalentes.
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