Veda Pratama, piloto da Honda Team Asia Moto3, entrou para a história ao conquistar o pódio no GP do Brasil, tornando-se o primeiro indonésio a subir ao pódio na Moto3. A vitória marcou a segunda corrida da temporada para o jovem estreante, que encara o feito como marco da sua carreira.
Em entrevista ao Parabólica, o piloto explicou o desafio de representar a Indonésia e o impacto das redes sociais no país. Apesar da visibilidade, ele mantém os pés no chão e afirma que a pressão não o atrapalha; pelo contrário, a repercussão o incentiva a buscar mais resultados.
Pratama relembrou que, no primeiro ano, o objetivo era somar pontos, evoluindo para lutar pelo top 5 após a corrida na Tailândia. No Brasil, porém, ele admite não ter esperado subir ao pódio, o que elevou ainda mais as expectativas sobre a sequência da temporada.
Desempenho e desafios
A Moto3 apresenta circuitos variados e mudanças de clima, o que atrapalha a consistência do piloto no Mundial. Veda cita problemas técnicos em algumas corridas e reconhece que alternar entre ritmo e gestão de pneus tem sido crucial para a adaptação, especialmente em Mugello, Le Mans e Montmeló.
Para a evolução, o indonésio aponta o aprendizado ao acompanhar adversários sem atacar de imediato, o que ajuda a entender como gerenciar a corrida e o desgaste dos pneus ao longo da prova. Mesmo saindo de posição, ele acredita estar mais próximo de um ritmo estável a cada etapa.
Na visão dele, a competição na Moto3 é extremamente disputada, com pilotos rápidos e experientes definindo o ritmo das corridas. Entre os nomes citados como desafiadores estão Quiles, Carpe e Munoz, apontados como adversários difíceis de superar.
Atualmente, Veda ocupa a sexta posição no campeonato com 71 pontos, a 99 do líder Máximo Quiles. O piloto retorna às pistas neste sábado para o Treino Livre 2 e a Qualificação, após ter sido classificado em 14º no Q2 do GP da Turquia. Os horários da corrida são divulgados pela organização.
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