Antes da bola rolar, a Copa do Mundo de 2026 já enfrentava a questão ambiental que a envolve. A FIFA destacou sustentabilidade como pilar do torneio, com uso de estádios existentes, incentivo ao transporte público e gestão de resíduos.
A competição acontece entre três países, com 48 seleções, 104 partidas e 16 cidades-sede. Essa escala elevou o debate sobre o impacto climático, mesmo com promessas de ações sustentáveis.
Estimativas apontam que a pegada de carbono pode superar 7,8 milhões de toneladas de CO₂ equivalente, segundo a Greenly. Análises de outras organizações sugerem volumes próximos a 9 milhões.
Levantamento da Coppe/UFRJ projeta que o ciclo completo pode ultrapassar 24 milhões de toneladas de gases de efeito estufa ao longo de 40 dias. A principal mudança está nos voos entre continente.
Especialistas destacam que aproximadamente 87% das emissões estariam ligadas a viagens, sobretudo deslocamentos aéreos de seleções, delegações, imprensa e torcedores.
A expansão para três países aumenta a necessidade de conectividade aérea entre Estados Unidos, Canadá e México, elevando o número de voos e a distância percorrida.
Para reduzir impactos, a FIFA prioriza estádios já existentes, lança a campanha Gol por el Ambiente e incentiva o uso de transportes públicos nas cidades-sede. A meta é diminuir efeitos sem prometer neutralidade.
Diferenças com a Copa do Catar 2022 são evidentes. Naquele ano, a entidade enfrentou críticas de greenwashing ao afirmar neutralidade. Em 2026, o foco é reduzir impactos e aumentar eficiência.
Com o andamento do torneio, o tema climático acompanha cada jogo, voo e decisão de logística. A avaliação final das emissões ainda depende do encerramento do Mundial.
Fontes e estudos citados incluem Greenly, Scientists for Global Responsibility, New Weather Institute e Coppe/UFRJ. As informações são utilizadas para acompanhar a evolução das emissões e das medidas de mitigação.
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