A Federação de Futebol da República Islâmica do Irã publicou uma nota na tarde deste domingo criticando o secretário de Segurança Interna dos EUA, Markwayne Mullin, por alegações de que haveria membros da delegação iraniana ligados à Guarda Revolucionária Islâmica. A defesa ocorreu antes do confronto contra a Bélgica, em Los Angeles, válido pela segunda rodada da Copa do Mundo.
Mullin afirmou em entrevista à Fox News que um integrante da delegação foi barrado no aeroporto por ligação com a IRGC e justificou o número reduzido de vistos para a delegação. Segundo ele, 53 pessoas tiveram entrada liberada; o restante tinha laços com o IRGC, o que não corresponde ao grupo autorizado.
A federação iraniana negou que alguém tenha sido impedido de viajar e afirmou que as declarações colocam em dúvida a credibilidade de outras acusações. O comunicado também criticou as razões para a negação de vistos e lamentou a ausência de setores administrativos, de mídia e apoio da delegação.
Após a estreia contra a Nova Zelândia, jogadores reclamaram de dificuldades logísticas, e a federação informou que fará uma denúncia formal à Fifa. Em paralelo, o governo dos EUA avaliava flexibilizar restrições de viagem ao Irã a partir do terceiro jogo, contra o Egito. A seleção pode chegar aos EUA um dia antes da partida e, possivelmente, deixar o país no mesmo dia, com alterações na programação.
Contexto dos atrasos logísticos
As restrições de mobilidade têm afetado a preparação da equipe iraniana no torneio. A diplomacia esportiva acompanha a tensão entre os dois países, com a realização de ajustes operacionais ainda em estudo pela FIFA e pelas autoridades competentes. A equipe iraniana busca manter o foco no desempenho em campo, mesmo diante das acusações e do impasse logístico.
Entre na conversa da comunidade