A China exerce o que especialistas chamam de diplomacia dos estádios, investindo na construção de arenas em vários países africanos. A estratégia não envolve apenas patrocínios, mas a criação de infraestrutura que associa o país a eventos esportivos de grande visibilidade.
Segundo análises, em 7 dos 10 países africanos classificados para a Copa do Mundo de 2026 houve participação de estádios chineses na infraestrutura. O objetivo é ampliar vínculos diplomáticos por meio de projetos de grande escala e visibilidade internacional.
A iniciativa, que já dura mais de quatro décadas, combina obras de construção civil com a exposição de marcas de empresas chinesas nos estádios. Além de facilitar o fluxo de investimentos, facilita intercâmbios culturais entre trabalhadores locais e equipes de construção.
Diplomacia dos estádios
A estratégia mira especialmente países que sediarão torneios regionais, como a Copa Africana de Nações. Em 2024, a Costa do Marfim recebeu o Estádio Olímpico Alassane Ouattara, com 60 mil lugares, construído por estatais chinesas.
Empresas chinesas atuam fortemente na construção de estádios nas últimas seis edições da Copa Africana de Nações. Fontes oficiais apontam que a China ajudou a erguer mais de 100 estádios em todo o continente.
Casos práticos
Cabo Verde tornou-se exemplo recente: a seleção nacional chegou à Copa do Mundo de 2026 após empatar com a Espanha. O Estádio Nacional de Cabo Verde, com capacidade para 15 mil, foi financiado pela China e construído por uma estatal chinesa, concluído em 2014.
A infraestrutura local elevou a visibilidade do país e criou laços com a indústria chinesa de construção.
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