Ayrton Senna marcou presença em dois momentos que conectaram o automobilismo ao futebol brasileiro. Em 22 de junho de 1986, no Grande Prêmio dos Estados Unidos, em Detroit, o piloto da Lotus-Renault conquistou a pole position. Na mesma data, o Brasil enfrentava a França pela Copa do Mundo no México, em duelo vencido nos pênaltis pela equipe francesa. Senna acompanhou a partida após o treino, acenando apenas ao fim da partida.
O gesto do piloto veio no dia seguinte à eliminação brasileira. Ainda no box, com a vitória assegurada na corrida, ele ergueu a bandeira do Brasil durante a volta de honra, gesto que seria lembrado como símbolo de foco e patriotismo na trajetória de Senna.
A relação de Senna com o futebol se intensifica
Em 1993, a Seleção enfrentava uma crise técnica e buscava inspiração para o retorno aos títulos. Senna foi convidado a dar o pontapé inicial em amistoso contra o combinado Paris Saint-Germain/Bordeaux, em Paris, materializando um pretendido pacto de conquista do tetracampeonato. A frase de incentivo ecoou nos companheiros.
Onze dias após esse encontro, ocorreu o fatal acidente de Ímola, que interrompeu o sonho do tetracampeonato. Em 1994, ao disputar a Copa do Mundo nos Estados Unidos, o grupo dedicou-se ao legado de Senna, que tanto influenciara o espírito do time.
O legado na conquista de 1994
Após as cobranças de pênalti noon do fim da campanha, a seleção revelou uma faixa de 2,5 metros com a inscrição SENNA… ACELERAMOS JUNTOS, O TETRA É NOSSO. A peça foi assinada por jogadores e comissão técnica e ficou guardada por décadas na CBF. Em 2024, parte da história chegou às mãos da família de Senna, com a faixa original;
uma comitiva de ex-jogadores visitou a sede da Senna Brands e do Instituto Ayrton Senna para entregar o artefato.
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