Um fenômeno de torcidas tomou as ruas e está no centro das comemorações da Copa do Mundo de 2026: o movimento “ro” da Noruega. A prática, apresentada pelo Oljeberget Supporterklubb, ganhou adesão até entre jogadores, durante a classificação para a fase eliminatória.
O gesto envolve dois braços erguidos em posição de remo, sincronizados ao toque de tambor. Quando o capitão Martin Odegaard coordena, a multidão responde com o grito “ro” em coro, iniciando devagar e acelerando até a explosão de cantos. A cena ocorreu após a vitória 3 a 1 sobre Senegal.
O “ro” nasceu no clube de torcedores noruegueses e ganhou força após a vitória sobre Senegal, inflamando as arquibancadas ao redor de Times Square e em centros de transporte. A criatividade das comemorações chamou atenção de fãs de Haaland e da imprensa internacional.
A ideia teve início no amistoso contra a Suíça, em março, antes do torneio. Embora tenha identidade própria, o movimento remete ao histórico “trovão” da Islândia, registrado na Euro 2016. A origem exata do barulho de palma é atribuída a diversos clubes europeus.
A mecânica da ola
A onda de torcedores é estudada por especialistas desde os primeiros registros. A projeção indica que a onda avança cerca de 12 metros por segundo, com largura entre 5 e 12 metros. Um grupo de 25 a 35 torcedores em pé pode desencadear o fenômeno.
Pesquisas mostram que a simplicidade do ritual colabora para sua disseminação. O gesto em si é fácil de replicar, o que facilita a propagação em diferentes estádios e espaços públicos. Assim, o “ro” se tornou marca das comemorações norueguesas na Copa.
O interesse internacional aumentou com a participação de Haaland na seleção e com a visibilidade de imagens do movimento nas redes. A única certeza é a continuidade das celebrações enquanto houver jogos da Noruega no Mundial.
Entre na conversa da comunidade