A fabricante Honda, fornecedora exclusiva da Aston Martin em 2026, alerta sobre possível desvantagem no Grande Prêmio da Áustria. O problema envolve a unidade de potência diante das regras atuais, com o Red Bull Ring, em Spielberg, apresentando altitude próxima a 700 metros acima do nível do mar. O cenário aumenta a exigência sobre o turbocompressor.
A pista austríaca ocupa a terceira posição entre as mais altas do calendário da F1, atrás de Interlagos e do Autódromo Hermanos Rodríguez. A combinação de altitude e calor pode exigir maior esforço de resfriamento e desempenho energético do motor, potencializando as dificuldades já observadas pela equipe ao longo da temporada.
Shintaro Orihara, diretor de engenharia de pista da Honda, explicou que a ausência do MGU-H, eliminado das regras de 2026, complica a operação em ambientes de ar rarefeito. Sem a peça elétrica que antes ajudava o turbocompressor, o conjunto precisa operar de forma mais eficiente sem esse suporte.
Altitude e calor pressionam o conjunto
Além da altitude, a previsão de altas temperaturas eleva a preocupação com o resfriamento do motor. Orihara afirmou que a primeira sessão de treinos livres será decisiva para entender o comportamento do sistema. A Honda buscará ajustes na gestão de energia para minimizar impactos na dirigibilidade.
Aston Martin aposta na paciência
A Aston Martin mantém o foco na evolução gradual do carro. O piloto Fernando Alonso sinalizou que não haverá atualizações de peso no veículo até o GP da Bélgica, em julho. O espanhol reconheceu que o projeto do motor começou de forma insegura para brigar pela frente.
Alonso reforçou que o início da temporada sob as novas regras é desafiador, com a Fórmula 1 exigindo performance a cada duas semanas. A equipe espera uma segunda metade de campeonato mais competitiva, mantendo a adaptação como prioridade.
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