Lance Stroll, piloto da Aston Martin, criticou o atual rumo técnico da Fórmula 1 e disse que escolheria eliminar os motores de 2026 em favor de unidades V8 aspiradas. O canadense afirmou que o excesso de eletrificação compromete a pilotagem e que as mudanças aprovadas recentemente pela FIA são apenas um passo na direção certa. A declaração foi feita após a FIA confirmar ajustes regulatórios visando os próximos anos.
As alterações aprovadas pela FIA aumentam a participação do motor de combustão no desempenho dos carros. A partir de 2027, a divisão de potência ficará em aproximadamente 58% para o motor a combustão interna e 42% para os sistemas elétricos; em 2028, a proporção sobe para 60% e 40%. O objetivo é reduzir a desaceleração em longas retas provocada pela gestão de energia.
Stroll destacou que o peso adicional das baterias e a complexidade do sistema de recuperação de energia são os principais entraves da nova filosofia. Segundo ele, qualquer elemento que aumente o peso, como a bateria, e a necessidade de gerenciar a energia durante a pilotagem prejudicam a dirigibilidade. Ainda segundo o piloto, os ajustes feitos ao longo da temporada são pequenos e não alteraram a essência do conceito.
O piloto avaliou que a direção técnica da categoria segue com mudanças moderadas, sem alterar drasticamente a filosofia de pilotagem. Ele afirmou que os pilotos têm pouca influência sobre as decisões técnicas, e que as regras são definidas por outras pessoas. A discussão sobre futuros motores já conta com apoio entre parte do paddock.
A posição de Stroll se alinha a relatos recentes de que o presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, também tem defendido um retorno a motores V8 aspirados no próximo ciclo regulatório, mantendo a eletrificação em níveis restritos. Embora não haja previsão de retrocesso para 2026, o tema permanece em debate entre equipes e pilotos.
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