O Irã enfrenta o seu último jogo da fase de grupos do Mundial, em Seattle, contra o Egito, após ataques dos EUA contra sites estratégicos no Irã. Os bombardeios ocorreram horas antes da partida, para responder a um ataque iraniano a um navio comercial no Estreito de Hormuz.
A ofensiva dos EUA incluiu alvos de armazenamento de mísseis e drones, além de radares costeiros. As informações foram confirmadas pela imprensa local e nacionais, destacando o aumento de tensões no entorno do jogo.
Antes do confronto, o clima entre organizadores e torcedores já era tenso. O jogo foi marcado como Dia do Orgulho, com objeções de equipes de ambos os lados, em meio a controvérsias logísticas e políticas que cercam a participação do Irã.
A crise afetou a preparação da seleção do Irã. O time teve o acampamento-base movido de Tucson para Tijuana, após restrições de visto dos EUA. A Homeland Security também vetou a entrada de parte da delegação com antecedência.
Pouco tempo antes da partida, vários membros da delegação iraniana, incluindo o presidente da federação, tiveram seus vistos negados. A equipe chegou a Seattle dois dias antes do confronto com o Egito.
Durante a semana, atletas iranianos insistiram em tratar apenas do futebol, mas movimentos simbólicos ganharam destaque. Em campo, jogadores usaram pins com o número 168 para lembrar uma tragédia em Minab, associada a ataques aéreos.
Antes do jogo, o perfil oficial da equipe no Instagram publicou conteúdos lembrando crianças mortas em ataques, com a hashtag 168, gerando repercussão nas redes. A situação internacional manteve o ambiente tenso entre as seleções e torcidas.
Planejado como partida decisiva para a vaga nas oitavas, o duelo segue com atenção redobrada ao redor dos incidentes políticos que envolvem o Irã e as respostas americanas. A imprensa acompanha os desdobramentos com foco em apuração de fatos.
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