A elevação da disputa pelo São Paulo já ocupa os bastidores do clube. A eleição presidencial está marcada para a primeira quinzena de dezembro, mas a corrida pela presidência começa antes, com a escolha de novos conselheiros vitalícios entre julho e agosto. A segunda etapa ocorre em novembro, com a eleição de 100 conselheiros.
O Conselho Deliberativo, hoje com 249 membros, pode chegar a 260 cadeiras conforme o estatuto. Os conselheiros são divididos entre nove grupos políticos e um conjunto de independentes, e terão papel decisivo na escolha do próximo presidente tricolor, sobretudo após o impeachment de Julio Casares.
A força de atuação da atual gestão, liderada por Harry Massis, depende de seis grupos: Vanguarda, Legião, Participação, Sempre Tricolor, Somos SPFC e Super, que somam cerca de 140 conselheiros. A oposição soma aproximadamente 90 integrantes, mais 19 independentes, cuja votação tende a variar conforme alianças.
Candidatos em disputa
Massis sinaliza que assumiu de forma transitória, mas não descarta concorrer a um mandato completo. Entre as opções da base governista, surge Adílson Alves Martins, empresário e conselheiro vitalício, que atua como assessor financeiro desde março. O grupo opõe-se a manter a liderança com alternativas já citadas.
Do lado oposicionista, o embate ainda não definiu uma candidatura única. Nomes citados entre os possíveis são Daurio Speranzini, Marcelo Marcucci Portugal Gouvêa e Flávio Marques, com a expectativa de acordo para enfrentar a chapa da situação em dezembro.
A escolha de dez conselheiros vitalícios, prevista para o período entre julho e agosto, pode influenciar o pleito presidencial, principalmente se o Conselho Consultivo indicar maioria alinhada à oposição, alterando a produção de votos no colegiado. As regras permitem nova eleição para presidente com 260 cadeiras.
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