O comentário sobre a ampliação do Mundial voltou a irritar setores do futebol financeiro e técnico. Em análise publicada pelo Fim de Papo, do Canal UOL, Walter Casagrande questionou se o aumento de seleções atende a interesses políticos e econômicos, em vez de elevar a qualidade dos jogos. A fala foi emitida após Canadá 1 x 0 África do Sul, pela fase de grupos, que levou o Canadá às oitavas de final.
Casagrande argumentou que a expansão para 48 seleções coloca na primeira fase equipes com limitações técnicas, deslocando o debate para o mérito esportivo e abrindo espaço para pressão de federações e patrocinadores. Segundo ele, o entorno da Copa do Mundo está cada vez mais pautado por questões financeiras, com Gianni Infantino priorizando o fluxo de recursos ao invés da qualidade das partidas.
Rodrigo Mattos participou da avaliação, destacando o tom cauteloso da partida e a demora para os times assimilizarem o ritmo de mata-mata. Ele citou a ideia de que o medo de perder reduz a ambição de vencer, o que favorece jogadas mais defensivas e menos ações no ataque.
Renan Teixeira também comentou a queda de nível, especialmente pela dificuldade de encontrar passes decisivos e concluir jogadas. Para ele, seleções como Holanda e Marrocos aparecem como favoritas para o próximo confronto, por apresentarem maior qualidade técnica e opções ofensivas.
Casagrande retornou ao tema técnico, afirmando que a discussão sobre qualidade vem ganhando espaço em uma competição que, para ele, deveria privilegiar confrontos de alto nível entre grandes atletas. Ele indicou que, se o padrão atual persistir, o Canadá deve ser eliminado na próxima fase.
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