A Fifa vai realizar, em Miami, uma conferência na próxima segunda para divulgar dados da fase de grupos da Copa do Mundo. A entidade celebra avanços associados às novas regras que visam reduzir a cera e aumentar o tempo efetivo de jogo.
Segundo apuração do UOL, a federação observa melhoria na média de gols, alcançando o maior patamar em 68 anos, desde 1958, além do incremento no tempo de bola em ação. Os dados oficiais devem confirmar essas tendências.
O levantamento aponta que o jogo efetivo subiu de 56% para 59% em relação à última edição do torneio. A cronometragem de cobranças de tiro de meta e arremessos laterais é citada como elemento-chave dessa elevação.
Mudança de tema: origem e objetivo das regras
A implementação de medidas para reduzir atrasos envolve a eliminação da cera dos goleiros e de jogadores na reposição da bola. A ideia é ampliar a fluidez do jogo, explicada pela Fifa como necessidade de respeitar a experiência do torcedor.
A figura central por trás da proposta é o ex-técnico Arsene Wenger, atual responsável pelo Desenvolvimento Global do Futebol na Fifa. A meta é que o torcedor tenha a sensação de ver 90 minutos de jogo de forma efetiva.
Contexto recente e dados da Copa
A ideia de mudanças já foi adotada há quatro anos, depois de observações sobre acréscimos prolongados que não reduziram o desgaste com o tempo de jogo. Em uma partida envolvendo o Brasil, houve punição por atraso na reposição da bola, no Haiti, em decorrência de atraso semelhante.
Em termos de gols, a Copa de 2022 registrou 172 gols em 64 jogos, com média de 2,69 por jogo. O Mundial atual já alcança 2,97, a melhor média em 68 anos, segundo dados preliminares.
A Fifa não anunciará o fim da cera nesta segunda, mas sinalizará que as medidas adotadas apresentam resultados positivos. A leitura predominante é de que o futebol caminha rumo à redução de desperdícios de tempo.
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