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Sampaio e Nelsinho: ícones no Japão, Brasil precisa ter cuidado

Brasil precisa tomar cuidado: brasileiros moldaram a J-League e o Japão atual imprime velocidade e disciplina, ameaçando a seleção

Nelsinho Baptista e César Sampaio, que fizeram história no futebol japonês, projetam duelo entre Brasil e Japão na Copa do Mundo
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Brasil enfrenta o Japão na Copa do Mundo de 2026, duelo marcado por uma história que envolve gerações de brasileiros que ajudaram a moldar o futebol no Japão. O encontro, nesta segunda-feira, traz à tona o papel de técnicos estrangeiros e ex-jogadores do Brasil que contribuíram para a profissionalização da liga nipônica.

Entre os nomes que mais moldaram esse caminho, destacam-se o técnico Nelsinho Baptista, maior número de partidas dirigindo clubes no Japão, e César Sampaio, ex-volante da seleção e auxiliar técnico de Tite na Copa de 2022. Ambos lembram a transformação promovida pela presença brasileira no futebol japonês desde a década de 1990.

Essa relação teve início com Zico, que em 1991 defendeu o Kashima Antlers e impulsionou a criação da J-League. A iniciativa de profissionalizar o esporte abriu espaço para dezenas de jogadores brasileiros ao longo dos anos, segundo Baptista, que também cita Dino Sani, Pepe e Carlos Alberto Silva entre os pioneiros.

A influência brasileira no Japão

César Sampaio chegou ao Japão em 1995, ao lado de Zinho e Evair. O ex-jogador lembra que, na época, o beisebol era o esporte mais popular, mas o futebol passou a ganhar espaço com o tempo. Segundo Sampaio, o Japão busca constantemente aperfeiçoamento e demonstra disposição para aprender e dominar novas técnicas.

O atual comando japonês

Baptista mantém relação próxima com Hajime Moriyasu, atual técnico da seleção japonesa. O treinador japonês é visto como bem estruturado, com bom conhecimento do grupo, apesar de lesões recentes, como a de Endo. Sampaio, que atuou no país, ressalta que o Japão adota um sistema com três zagueiros e alas ofensivos, valorizando a velocidade nos contra-ataques.

Um observador técnico ressalta que, embora o Brasil ainda apresente superioridade técnica, o Japão se mostra muito organizado taticamente e capaz de punir rapidamente os adversários. A seleção japonesa é elogiada pela intensidade coletiva e pela adaptação constante aos comandos de Moriyasu.

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