A seleção da Noruega voltou a disputar a Copa do Mundo após 28 anos e tem chamado a atenção pela forma como celebra as vitórias. Em campo, o time mostra protagonismo de Erling Haaland e, fora dele, o ritual da “remada Viking” ganhou popularidade entre jogadores e torcedores. A comemoração passou a simbolizar união e esforço conjunto.
A origem histórica dos vikings é parte da identidade da Noruega. Os povos escandinavos ocuparam o território hoje conhecido como Noruega, Suécia e Dinamarca entre os séculos VIII e XI, destacando-se pela expansão marítima e pelos saques.
Mitos e verdades sobre os vikings
Nem todos os vikings eram loiros e de olhos azuis. Estudos recentes indicam diversidade genética e de traços físicos, com ancestrais do sul da Europa, das Ilhas Britânicas e da Ásia em muitos indivíduos da Era Viking.
A tradição de navegação em dracares permitiu exploração, comércio e contato com outras regiões. Além da Grã-Bretanha e da Islândia, houve presença na Groenlândia e em partes da América do Norte muito antes de Cristóvão Colombo.
Mitos comuns incluem capacetes com chifres e consumo de cervejas em crânios humanos. Pesquisas históricas e arqueológicas desmontam essas imagens, mostrando sociedades complexas com organização política e atividades comerciais intensas.
A remada viking na Copa
A remada Viking surgiu como celebração da seleção da Noruega, reaparecendo após a retomada das disputas no torneio. Em cada vitória, jogadores e torcedores simulam o movimento de remar, acompanhando o grito Ro, que significa remar em norueguês.
Segundo Ole Frøystad, criador da prática entre o grupo oficial de torcedores, a ideia foi inspirada em um cântico do Rosenborg, clube de Trondheim. O slogan ganhou versão para a seleção e viralizou durante a Copa.
A expectativa é de continuidade do ritual enquanto houver jogos. A celebração pode perder força caso a Noruega seja eliminada nas oitavas de final, conforme eventos do campeonato indicarem.
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