Donald Trump pode ter prêmio da paz da Fifa sob investigação, segundo pressão de parlamentares europeus. A decisão de homenagear o presidente americano foi tomada por Gianni Infantino, em dezembro de 2025, durante a cerimônia de sorteio da Copa do Mundo de 2026 em Washington. A peça é alvo de contestação por questões de neutralidade política.
Cinquenta membros do Parlamento Europeu enviaram uma carta ao Comitê de Ética da Fifa para abrir apuração sobre a atuação de Infantino. Os eurodeputados pedem esclarecimentos sobre os critérios da premiação e se houve desrespeito às normas internas da entidade. A mobilização envolve representantes de 13 países.
Reação e desdobramentos
A carta sustenta que a Fifa deve demonstrar transparência e responsabilidade na decisão. A iniciativa conta com apoio da organização de direitos humanos FairSquare, que classifica o movimento como o mais forte repúdio institucional desde 2015, quando o Parlamento Europeu pediu a saída de Sepp Blatter.
Segundo a FairSquare, o caso pode enquadrar-se no artigo 15 do Código de Ética da Fifa, que exige neutralidade política de dirigentes. Antes do gesto dos eurodeputados, a Federação Norueguesa de Futebol já protocolou reclamação formal à Fifa, defendendo a extinção da honraria.
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