O sensor eletroquímico vestível, desenvolvido por pesquisadores da UFSCar, monitora biomarcadores relacionados ao desempenho esportivo de forma não invasiva. O estudo avaliou a viabilidade de usar um novo material condutor em dispositivos flexíveis para detectar lactato no suor.
O lactato indica fadiga muscular e intensidade de exercício. Atualmente, a medição costuma ocorrer por métodos invasivos, como coleta de sangue, o que aumenta o desconforto durante treinamentos.
O equipamento foi testado em função de detectar peróxido de hidrogênio (água oxigenada) gerado pelo lactato ao entrar em contato com o sensor. Essa relação permitiu aos pesquisadores quantificar níveis de fadiga muscular.
Desempenho e perspectivas
O trabalho foi desenvolvido por Rafaela Cristina de Freitas, doutoranda na Universidade Federal de São Carlos (campus Sorocaba), com bolsa da FAPESP, orientada pelo professor Bruno Campos Janegitz. A pesquisa integra o Laboratório de Sensores, Nanomedicina e Materiais Nanoestruturados, do campus Araras.
Segundo Janegitz, a principal inovação é a combinação entre flexibilidade, baixo custo e potencial de aplicação prática. O estudo demonstra que sensores vestíveis podem ser produzidos com materiais acessíveis, mantendo qualidade analítica.
Entre na conversa da comunidade