Em campo, a defesa de pênalti de Bono contra a Holanda ficou marcada pela postura em pé, com o goleiro se esticando somente até o canto. A jogada abriu caminho para a classificação de Marrocos nas oitavas da Copa do Mundo de futebol. O lance ocorreu na segunda fase do torneio.
A técnica, importada do futsal, foi destacada por quem acompanha o esporte. Fred Antunes, preparador de goleiros da seleção brasileira de futsal e do Jaraguá Futsal, explicou a evolução do movimento ao longo dos anos e a adaptação ao futebol de campo.
Segundo o especialista, o futsal ensinava defesas de alto impacto com o corpo inteiro, mas, com o tempo, os goleiros passaram a defender mais em pé, buscando o canto e o deslocamento mínimo. A mudança facilita leitura de cobradores.
Bono já havia utilizado a técnica anteriormente, na Copa Africana de Nações de 2024, defendendo cobrança de um canhoto. O parâmetro atual mostra leitura de trajetória aliada a posicionamento próximo ao centro do gol.
A defesa em pé exige estudo prévio sobre os cobradores, com avaliação de pés de bate e padrões de chute. O goleiro precisa escolher o canto e manter o equilíbrio para responder rapidamente.
Para Fred Antunes, a vantagem reside na menor margem de erro quando o goleiro fica em pé, desde que haja leitura correta da cobrança. Saltos abruptos podem falhar mesmo com arrancadas rápidas.
Caso a técnica se torne comum, outros goleiros podem adotá-la para pênaltis. A adaptação reforça a ideia de que as defesas modernas incorporam elementos do futsal, mesmo em partidas de campo.
Próximo desafio de Marrocos é contra o Canadá, nas oitavas de final, com início previsto para as 14h (horário de Brasília) neste sábado. A bola volta a treinar o equilíbrio entre leitura de cobradores e posicionamento no gol.
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