O Mundial de 2026 continua sem a participação de oito dos 10 países mais populosos do mundo, segundo a última avaliação de qualificação. Em Dhaka, capital de Bangladesh, uma multidão de torcedores acompanhou o jogo em uma noite de 17 de junho, quando Lionel Messi marcou seu primeiro gol na edição, ao superar o goleiro argelino. No entanto, nenhum argentino fazia parte do público presente nas praças e em eventos ao ar livre da cidade.
A cena evidencia o contraste entre a paixão local e o desempenho de seleções de maior expressão populacional. Entre as nações mais populosas, apenas Estados Unidos e Brasil disputam o torneio atual; Rússia e Nigéria já apareceram em edições anteriores, enquanto China e Indonésia tiveram participações apenas isoladas. Índia, Bangladesh, Etiópia e Paquistão ainda sonham com a oportunidade de competir em uma Copa.
Desempenho e cenário entre as maiores populações
Especialistas lembram que o tamanho da população não determina sozinho o sucesso no futebol. Fatores como infraestrutura, investimento financeiro e know-how técnico costumam acompanhar riqueza per capita estável. Dados citados indicam que apenas alguns países populosos conseguiram manter domínio histórico no esporte.
O estudo citado por economistas ressalta que o futebol demanda investimento em treinamento e base estrutural, além de talento identificado ao longo de décadas. Mesmo assim, seleções com histórico de sucesso, como Brasil e Argentina, operam com médias de renda per capita abaixo de níveis considerados ideais para vitórias frequentes.
Cruzando história e infraestrutura
A narrativa sugere que países mais desenvolvidos historicamente possuem vantagens por terem disputado mais jogos ao longo do tempo, o que facilita a consolidação de práticas e estruturas. Observa-se, por exemplo, que nações como Uruguai tiveram conquistas em épocas iniciais do futebol, apesar de populações menores.
Aplicando esse raciocínio a regiões com menos tradição no futebol, destaca-se que África e Sul da Ásia enfrentam defasagens em fatores de recursos e operacionalização. Em países como Etiópia, a falta de estádios adequados tem impactado o calendário da liga nacional e a possibilidade de sediar partidas internacionais.
Perspectivas regionais e jogos futuros
A organização de watch parties e o acompanhamento de partidas por torcedores locais refletem o interesse global pelo torneio, mesmo que muitas seleções com grande população não estejam presentes. Em Bangladesh, Bangladesh e outros países da região, o futebol convive com a popularidade de outras modalidades esportivas, o que influencia o desenvolvimento de jovens atletas.
Conforme analistas, o caminho para o salto de ritmo envolve melhoria de capital humano, infraestrutura de treinamento e maior exposição competitiva. Países emergentes enfrentam desafios para transformar esse potencial em resultados consistentes em Copas do Mundo.
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