A FIFPRO publicou nesta sexta-feira um comunicado chamando a atenção para um padrão sistêmico de abusos contra jogadores durante a Copa do Mundo realizada nos Estados Unidos, Canadá e México. O texto chega três dias depois de o futebol holandêsânsito ter protestado contra ataques após a eliminação para o Marrocos.
O documento relata abusos online e presenciais, muitos de caráter racista e discriminatório, além de intimidação e hostilidade fora e dentro do campo. A FIFPRO alerta que o problema não é pontual e requer resposta firme de autoridades, mídia e torcedores.
A entidade destaca a necessidade de um compromisso coletivo para melhorar saúde, segurança e bem-estar dos atletas. O texto enfatiza que a seleção nacional é parte do local de trabalho e requer proteção adequada, sem aceitar abusos.
Plataforma Global de Diálogo Social
No âmbito de seu Memorando de Entendimento com a FIFA, a FIFPRO levará o tema à Plataforma Global de Diálogo Social, criada pela FIFA, no grupo de trabalho sobre saúde e segurança. A medida busca ampliar monitoramento e ações preventivas.
A FIFPRO reforça a importância do torneio para o futebol mundial, citando trabalho, habilidade e paixão dos atletas que sustentam o evento econômico. A nota convoca forças de segurança, redes sociais, mídia e público a atuarem pela proteção dos jogadores.
Em junho de 2026, a FIFPRO anunciou um acordo com a FIFA válido até 2031, visando fortalecer a cooperação entre as duas organizações. O acordo envolve cerca de 70 associações nacionais de jogadores, representando em torno de 65 mil atletas.
A nota pública da FIFPRO também aponta que o combate aos abusos exige medidas consistentes e transparentes, além de mecanismos de denúncia eficazes. A entidade afirma que mudanças só ocorrerão com participação ampla de todos os setores envolvidos.
A FIFPRO representa, globalmente, dezenas de federações nacionais de jogadores, como Fenapaf no Brasil, articulando a defesa de interesses e a melhoria de condições para atuar no alto rendimento.
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