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Brasil teve Garrincha expulso na semi e na final com ajuda de Tancredo

Relembra-se a reversão que garantiu Garrincha na final de 1962, com atuação política de Tancredo Neves, após a suspensão de Balogun

Pele e Garrincha fizeram história com a seleção brasileira
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A memória de uma decisão polêmica voltou à tona com a FIFA anunciar a suspensão do cartão vermelho de Folarin Balogun, liberando o atacante americano para as oitavas de final da Copa do Mundo. A história remonta a 1962, no Chile, quando Garrincha disputou a final pela seleção brasileira após uma reviravolta nos bastidores. O episódio ganhou contornos diplomáticos que envolveram até o então ministro Tancredo Neves.

Na semi, Garrincha foi expulso após desentendimento com o chileno Rojas. Pela regra vigente na época, a punição poderia impedir a participação na decisão contra a Tchecoslováquia, o que acenderia um drama no hexacampeonato. O Brasil, porém, contou com intervenções políticas para tentar reverter a suspensão.

Dirigentes da CBD atuaram nos bastidores, buscando a reversão junto à FIFA. Tancredo Neves mobilizou contatos com autoridades chilenas e membros da FIFA para criar um ambiente propício à reavaliação do caso, ajudando a manter Garrincha em campo na final.

O árbitro peruano Arturo Yamasaki não viu a agressão de Garrincha, segundo relatos, após consultar o bandeirinha Esteban Mariño. A súmula não registrou o incidente, e Garrincha acabou apenas advertido pela FIFA. O chileno Landa foi suspenso por um jogo, abrindo caminho para a conclusão do torneio.

O duelo da decisão foi vencido pelo Brasil, com Garrincha marcando dois gols. Pela época, a vitória ajudou a consolidar o bicampeonato mundial, ainda que o episódio tenha ficado marcado pela tensão entre autoridades, delegação e a FIFA.

Episódio histórico e contexto atual

A notícia de Balogun reativou referências a casos de punições revisadas em Mundiais. Em 1962, a atuação de Tancredo Neves é citada como exemplo de intervenção diplomática para alterar desfechos de partidas.

Segundo relatos históricos, a Fifa manteve a advertência a Garrincha, mesmo diante de pressões que buscavam mais consequências disciplinares. A partida de final foi disputada com o Brasil como campeão, consolidando a importância do episódio no imaginário do futebol brasileiro.

A cobertura do Estadão na época descreveu a decisão como um desfecho positivo para a delegação brasileira. A reportagem destacou que Garrincha recebeu a notícia com a permissão para seguir no torneio, enquanto o chileno Landa cumpriu suspensão.

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