A Noruega tem chamado a atenção na Copa do Mundo não apenas pelo desempenho, mas pela celebração conhecida como Remada Viking. O próximo adversário da Seleção Brasileira tem mostrado a coreografia tanto dentro dos estádios quanto nas ruas das cidades-sede. A ação envolve torcedores e jogadores juntos, em fila, simulando a remada de embarcações nórdicas.
A Remada Viking ganhou notoriedade com os torcedores e a própria seleção, que repetem o gesto ao longo do torneio. A ideia é representar união e força coletiva, com o movimento sincronizado que se tornou marca registrada da torcida norueguesa durante o Mundial.
Para entender como funciona o movimento, o Terra entrevistou Vit Vanicek, professor e árbitro de canoagem com vasta experiência em remo. Ele explica que o remo exige coordenação de corpo inteiro, com costas, pernas, tronco e braços trabalhando em sequência.
Como é o movimento da remada
Segundo Vanicek, no remo tradicional os atletas usam os remos presos na embarcação, movendo o tronco para trás e puxando os braços para frente com as pernas empurrando. O objetivo é transformar a força em deslocamento da embarcação, mantendo o corpo alinhado para evitar lesões.
O processo envolve três etapas: preparar o corpo com a coluna ereta; acionar as pernas mantendo o tronco estático; e, por fim, mover tronco e braços, mantendo os cotovelos abertos. O resultado é um movimento simultâneo de várias partes do corpo, com ênfase na sincronia entre os participantes.
A explicação do especialista ressalta que, na prática, a Remada Viking é uma adaptação coreográfica do remo, valorizando a coordenação entre jogadores e torcedores. Mesmo com variações de execução, a ideia-chave é manter o ritmo conjunto para evitar acidentes.
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