O Brasil lembrou de uma virada histórica no futebol durante a última repercussão sobre a suspensão de um cartão vermelho no Mundial. A FIFA anunciou, neste domingo, a liberação de Balogun para as oitavas de final, reavivando o debate sobre decisões disciplinares em Copas.
Em 1962, no Chile, Garrincha entrou em campo na final contra a Tchecoslováquia graças a uma manobra que reuniu apoio político e diplomático. O Brasil venceu a partida e levou o título, com o craque marcando dois gols.
O atacante foi expulso na semifinal contra o Chile após desentendimento com o zagueiro Rojas. Pela regra da época, a expulsão poderia afastar Garrincha da final, o que teria impactado o desempenho da equipe.
Dirigentes da CBD atuaram nos bastidores para reverter a punição junto à FIFA. A intervenção ganhou força com a participação de Tancredo Neves, então líder político, que buscou apoio para reavivar a situação junto a autoridades internacionais.
Tancredo manteve contatos com autoridades chilenas e com membros da FIFA, buscando abrir espaço para reanálise do caso. Também houve consulta ao árbitro da partida sobre o lance que teria motivado a expulsão de Garrincha.
O árbitro peruano Arturo Yamasaki não considerou a agressão de Garrincha, após consultar o bandeirinha. O jogador recebeu apenas uma advertência, e o chileno Landa foi suspenso por um jogo, segundo a súmula publicada na época.
Segundo o jornal Estadão, a FIFA decidiu pela advertência a Garrincha após julgar a falta como entrada durante disputa de bola com Rojas. A notícia destacou que a delegação brasileira recebeu a decisão com alívio.
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