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Negociações do Vasco paralisadas elevam risco de perder alvos para rivais

Instabilidade no Vasco paralisa negociações de reforços e aumenta risco de perder alvos para rivais

Arthur Chaves durante o hino do Brasil antes de partida da Seleção sub-23 (Foto: Reprodução)
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Ainstabilidade política no Vasco voltou a travar o planejamento para a temporada. Após a decisão da Justiça que afastou Pedrinho da presidência da Vasco SAF, as tratativas por reforços ficaram praticamente paralisadas. A interventora Samantha Longo passou a ter a palavra final, mas renunciou ao cargo na última semana, aumentando a incerteza na gestão. As mudanças de comando atrasam as negociações.

Antes da saída de Longo, o clube tinha prioridades claras: contratar um volante ao lado de Thiago Mendes e um zagueiro destro, com presença forte no jogo aéreo. A paralisação abriu espaço para a concorrência de outras equipes, aumentando o risco de perder alvos.

Volante e zagueiro sob avaliação

O principal alvo é o volante Nelson Deossa, com a negociação descrita como bem encaminhada em certo momento. Com a instabilidade, o processo perdeu força e rivais, como River Plate e Hull City, acompanham a situação, prontos para agir.

Na defesa, Arthur Chaves, do Hoffenheim, era visto como prioridade com aval de Renato Gaúcho. O São Paulo surge como concorrente, mas o clube alemão aceita apenas uma negociação definitiva e já rejeitou as primeiras propostas do time paulista.

Desconfiança e ritmo do mercado

A crise interna gerou desconfiança no mercado. Clubes detentores de direitos de jogadores desejados pelo Vasco exigem maiores garantias financeiras. Situação semelhante ao período da gestão anterior, com atrasos em pagamentos de transferências que despertaram cautela entre os parceiros.

Para o retorno do Campeonato Brasileiro, em 12 dias, o Vasco já tem o único reforço confirmado: o lateral-esquerdo Paulinho, de 22 anos, que defendia o América-MG e assinou pré-contrato antes da abertura da janela.

Busca por treinador e continuidade do planejamento

A instabilidade também atrapalha a busca por um técnico. Desde a saída de Renato Gaúcho, o clube esteve próximo de fechar com dois treinadores, mas as tratativas não avançaram. Franclim Carvalho recusou permanecer, enquanto Fernando Seabra tinha acordo pendente, inviabilizado pela discussão sobre a multa rescisória com o Coxa.

O Vasco permanece sem treinador e com o planejamento da temporada comprometido internamente, enquanto o mercado observa o desfecho das negociações e da gestão.

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