Foi disputada uma partida de qualificação para a Copa Caribe 1994 entre Barbados e Grenada. O jogo servia para definir quem avançaria no grupo, em uma fase sem empates visíveis.
Barbados abriu 2 a 0, mas Grenada descontou aos 83 minutos. O clima mudou quando Barbados passou a tentar marcar contra, com o defensor Terry Sealey empurrando a bola para o próprio gol para chegar a 2 a 2.
Pouco depois, Grenada tentou o mesmo, mas enfrentou resistência dos barbadenses. As equipes passaram a defender as próprias redes, até que o tempo regulamentar terminou sem definição.
Na prorrogação, Barbados marcou o gol de ouro, valendo o equivalente a dois gols, e venceu por 4 a 2. A tática visava levar o jogo à prorrogação para ampliar as chances de classificação.
A escolha de Barbados se baseou em regulamento que não permitia empates; o gol de ouro decidia a vaga. O resultado permitiu que Barbados superasse Grenada no saldo de gols.
O que ocorreu é conhecido como cobra de incentivo: regras que criam situações contrárias ao objetivo original. O termo se originou de um episódio histórico na Índia colonial.
O fenômeno aparece em outras modalidades; na Olimpíada de 2012, seleções teriam tentado perder para facilitar o caminho. Em 2018, Inglaterra foi apontada como exemplo de objetivo similar no Mundial.
Casos recentes em torneios de futebol também alimentaram debates, com equipes que visavam evitar adversários mais fortes na próxima fase. Futuras competições costumam analisar esse tipo de incentivo.
- Em esportes americanos, times com retrospectos piores costumam buscar piores resultados para obter vantagens no draft.
- Em contextos recentes, apurações sobre jogos com risultato definido apenas por estratégias de fim de temporada abriram discussões sobre regras.
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