O texto reúne 21 estádios citados para sediar a Copa do Mundo de 2030, distribuídos por três continentes. Os projetos refletem reformas recentes, intervenções arquitetônicas e fases distintas do futebol mundial, com foco na modernização, acessibilidade e sustentabilidade.
Na Europa, o Santiago Bernabéu, em Madrid, figura entre os palcos potenciais. Inaugurado em 1947, passou por reformas que mantêm a estrutura e criam fachada de aço, além de ampliar áreas de hospitalidade e museus. Pode receber jogos da edição de 2030.
Também na Espanha, o Cívitas Metropolitano, em Madri, exibe linguagem contemporânea, com o uso expressivo de concreto aparente. Inaugurado em 2017, resultou da expansão do antigo estádio de atletismo da comunidade e hoje tem capacidade próxima a 70 mil lugares.
Outra referência europeia é o Camp Nou, em Barcelona, em processo de remodelação sob o projeto Espai Barça. O objetivo é manter a leitura original, preservar elementos mediterrâneos e abrir o entorno para terraços e áreas públicas, com cobertura nova.
Na mesma linha de modernização, o RCDE Stadium, em Barcelona, se destaca pela pele translúcida e painéis fotovoltaicos na cobertura. O estádio busca equilíbrio entre iluminação natural, conforto e sustentabilidade para o público.
O Real Madrid integra o conjunto de estádios que podem compor a lista, com o Santiago Bernabéu recebendo obras que unem tradição e inovação, assegurando conforto aos torcedores e espaços de hospitalidade.
Em Lisboa, o Estádio da Luz passou por reconstrução nos anos 2000, mantendo identidade com o projeto original e adotando uma cobertura marcante em arcos vermelhos. A arena figura entre as propostas para 2030, mantendo a memória do local.
Em Portugal, o Estádio José Alvalade, casa do Sporting, evoluiu de projeto multifuncional para complexo moderno. A mudança, concluída em 2003, enfatiza cobertura curvilínea e fachada de azulejos, integrando-se ao entorno urbano.
Na Turquia, o Grand Stade Hassan II, em Casablanca, é apresentado como um dos principais estádios da escala para 2030. A combinação de cobertura em formato de tenda e jardins suspensos eleva o protagonismo arquitetônico marroquino.
No Marrocos, o Prince Moulay Abdellah, em Rabat, foi reconstruído para favorecer a proximidade entre público e campo. A arena tem capacidade para cerca de 68,7 mil torcedores e destaque para a arquibancada sul de 23 mil lugares.
Também no país, o Grand Stade de Marrakech dialoga com a paisagem desértica, adotando referências da arquitetura islâmica. A construção inaugura em 2011 com fachadas em tons de areia e torres que remetem aos minaretes.
Entre as obras futuras, o Estádio Ibn Batouta, em Tangier, passou por reforma recente que atualiza a cobertura leve com sistema de membranas. A ideia é ampliar a leitura contemporânea do complexo para eventos de grande porte.
O Stade de Fez, em construção de revitalização, recebe fachada envidraçada para ampliar entrada de luz natural. O objetivo é alinhar a arena aos padrões internacionais presentes nas candidaturas de 2030.
Na África, o Grand Stade de Tanger e o Estádio Ibn Batouta destacam-se pela cobertura leve com rede de cabos, buscando reduzir peso visual e aumentar a permeabilidade do entorno urbano.
Na América do Sul, o Estádio Monumental, em Buenos Aires, já exibiu reformas para ampliar capacidade e modernizar vestiários, mantendo a função original de casa do River Plate. O projeto preserva a identidade histórica da arena.
Outro exemplo sul-americano é o Estádio Osvaldo Domínguez Dibb, no Paraguai, que substitui o Manuel Ferreira. A nova arena, com mais de 46 mil lugares, inclui museu e loja oficial, com conclusão prevista para 2027.
Na mesma região, o Estádio La Cartuja, em Sevilha, passou por reforma para remover a pista de atletismo, rebaixar o gramado e aproximar as arquibancadas do campo, convertendo-o em arena voltada ao futebol.
A lista de estádios envolve ainda projetos como o Estádio Balaídos, em Vigo, com a ideia de manter funcionamento durante a modernização, e a Nova Romareda, em Zaragoza, que preserva a memória local enquanto se adapta aos padrões atuais.
Outros exemplos citados incluem o La Romareda, adaptado pela reforma da nova Romareda; o Grand Stade de Tanger, com leitura arquitetônica contemporânea; e o Reale Arena, em San Sebastián, que recebeu cobertura translúcida e fachada renovada para o futebol moderno.
Entre as tendências, aparecem imóveis com cobertura leve, vidro e membranas, bem como fachadas que enfatizam a integração entre estádio, cidade e torcedores. A proposta geral enfatiza sustentabilidade, acessibilidade e experiência do público.
Fonte oficial aponta que o conjunto de projetos pretende manter a referência histórica de cada arena ao mesmo tempo em que amplia capacidade, conforto e eficiência energética para a Copa do Mundo de 2030.
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