O jornal britânico The Guardian questionou a condição da Seleção Brasileira após a eliminação nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, em confronto contra a Noruega. A derrota por 2 a 1 motivou uma análise que descreve o time como exibindo um futebol “comum” e “inseguro”, levantando a antiga reflexão: a seleção é mais uma marca que um time de alto desempenho?
A reportagem destaca que, apesar da tradição e do prestígio, o Brasil não corresponde aos seus padrões há anos. Lembra que o último título foi a Copa América de 2019, e aponta três eliminações seguidas sem avançar até as semifinais de uma Copa do Mundo. O texto reforça a distância entre a imagem histórica e a performance recente.
Sobre o duelo com a Noruega, o Guardian aponta oportunidades perdidas e a atuação de Haaland como diferencial. Indica que as principais jogadas ofensivas passaram por Vinicius Jr., sem que ele cobrasse o pênalti no primeiro tempo. Endrick e Neymar entraram no segundo tempo sem alterar o panorama.
A publicação analisa ainda a estratégia do treinador Carlo Ancelotti, criticando a montagem tática que, segundo o texto, explorou falhas adversárias sem aproveitar plenamente as oportunidades criadas. A conclusão é que há um hiato entre o conceito de excelência e a realidade do time no torneio.
Contexto histórico e impacto
Com a eliminação, o Brasil encerra a Copa do Mundo de 2026 sem hexacampeonato. O jejum mundial chega a 28 anos, superando o intervalo entre 1970 e 1994, de 24 anos, marcando a maior seca da história da seleção na competição. A próxima edição, em 2030, terá passado quase três décadas desde a última taça.
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