A contratação de Yan Diomande pelo Real Madrid por € 125 milhões (cerca de R$ 736 milhões) colocou o atacante de 19 anos no topo de uma lista importante. O marfinense se tornou o jogador africano mais caro da história do futebol e, ao mesmo tempo, a maior contratação já realizada pelo clube espanhol. O […]
A contratação de Yan Diomande pelo Real Madrid por € 125 milhões (cerca de R$ 736 milhões) colocou o atacante de 19 anos no topo de uma lista importante. O marfinense se tornou o jogador africano mais caro da história do futebol e, ao mesmo tempo, a maior contratação já realizada pelo clube espanhol.
O negócio com o RB Leipzig é mais um sinal da valorização de jogadores do continente africano. Diomande é o líder de um ranking que reúne nomes como Nicolas Pépé, Victor Osimhen, Omar Marmoush e Achraf Hakimi. Ao mesmo tempo, as seleções do continente também vêm ganhando espaço entre as principais forças do futebol mundial.
O costa-marfinense chegou ao Real após uma temporada de destaque na Alemanha e uma Copa do Mundo que o valorizou ainda mais. O atacante ajudou a seleção a avançar ao mata-mata pela primeira vez na história e chamou atenção principalmente pela velocidade e capacidade no um contra um.
Os jogadores africanos mais caros da história
Com os € 125 milhões pagos pelo Real Madrid, Diomande abriu uma boa vantagem na liderança das maiores transferências envolvendo jogadores africanos e é mais um jogador da Costa do Marfim na lista.
- Yan Diomande (Costa do Marfim) — € 125 milhões, RB Leipzig para Real Madrid
- Nicolas Pépé (Costa do Marfim) — € 80 milhões, Lille para Arsenal
- Victor Osimhen (Nigéria) — € 78,9 milhões, Lille para Napoli
- Omar Marmoush (Egito) — € 75 milhões, Eintracht Frankfurt para Manchester City
- Bryan Mbeumo (Camarões) — € 75 milhões
- Achraf Hakimi (Marrocos) — € 68 milhões, Inter de Milão para PSGn
- Riyad Mahrez (Argélia) — € 67,8 milhões, Leicester para Manchester City
- Pierre-Emerick Aubameyang (Gabão) — € 63,7 milhões, Borussia Dortmund para Arsenal
- André Onana (Camarões) — € 50,2 milhões, Inter de Milão para Manchester United
- Thomas Partey (Gana) — € 50 milhões, Atlético de Madrid para Arsenal
Copa de 2026
A valorização não ficou restrita ao mercado de transferências. Jogadores africanos foram grandes personagens da última Copa do Mundo.
O goleiro Vozinha, aos 40 anos, foi um dos símbolos da inédita participação de Cabo Verde e brilhou especialmente no empate por 0 a 0 contra a Espanha, que posteriormente conquistaria o título.
Além de Diomande, a Costa do Marfim teve Amad Diallo como uma das principais peças ofensivas. Marrocos, por sua vez, voltou a alcançar as quartas de final, com nomes como Ayyoub Bouaddi, observado pelo Manchester City, e Ismael Saibari, contratado pelo Bayern de Munique junto ao Feyenoord.
Saibari marcou em todas as três partidas da fase de grupos, enquanto o senegalês Ismaïla Sarr terminou como o africano com mais gols no Mundial, com quatro em quatro jogos.
Marrocos no retrovisor brasileiro
O crescimento africano também aparece no ranking de seleções. Na atualização da Fifa de 20 de julho de 2026, após a Copa, Marrocos chegou à sexta colocação mundial, com 1.803,99 pontos.
A seleção africana ficou atrás do Brasil, quinto colocado com 1.804,92, uma diferença inferior a um ponto, além de Espanha, Argentina, França e Inglaterra, que completam as quatro primeiras posições.
Isso é resultado de um projeto de longo prazo de Marrocos, que aposta nas categorias de base para se consolidar como uma potência do futebol mundial. Não à toa, as seleções de formação do país vêm acumulando resultados expressivos nas principais competições.
O trabalho ganhou força em 2009, quando o país iniciou um projeto nacional de desenvolvimento do futebol, com investimentos em campos, treinadores e centros de formação. Um dos pilares foi a Academia Mohammed VI, construída com investimento de cerca de € 13 milhões.
Os resultados apareceram nos anos seguintes. Marrocos conquistou a Copa Africana Sub-23 em 2023, ficou com o bronze nos Jogos Olímpicos de Paris-2024 e foi campeão africano Sub-17 em 2025. No mesmo ano, alcançou seu maior feito nas categorias de base ao vencer a Copa do Mundo Sub-20, com vitória por 2 a 0 sobre a Argentina na final e o primeiro título mundial masculino do país em uma competição da Fifa.
Presença de jogadores africanos cresce no Brasil
De acordo com o ge, atualmente, 11 jogadores da Série A possuem nacionalidade ou defendem seleções de países africanos. Com a Série B, são 14 atletas mapeados, com Gana liderando a lista de origens, com quatro representantes.
- Cissé (Guiné), do Atlético-MG
- Bastos (Angola), do Botafogo
- Bolasie (Congo), da Chapecoense
- Benjamin Arhin (Gana), do Internacional
- Denis Marfo (Gana), do Internacional
- Koné (Costa do Marfim), do Palmeiras
- João Pedro (Guiné-Bissau), do Remo
- Brahimi (Argélia), do Santos
- Stanley Boateng (Gana), do Ceará
- Iba Ly (Senegal), do Juventude
- Samuel Otusanya (Nigéria), do Náutico
- Steven Nufour (Gana), do Criciúma
- Hildeberto Pereira (Cabo Verde), do Operário-PR
- Alessio da Cruz (Cabo Verde), do Athletic-MG
Ainda é um número pequeno diante da presença de africanos nas principais ligas europeias, mas mostra uma abertura maior de um mercado historicamente concentrado na contratação de jogadores sul-americanos.
Entre na conversa da comunidade