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Yan Diomande é a prova de que o futebol africano está sendo valorizado

Transferência recorde para o Real Madrid reforça crescimento de jogadores e seleções africanas no cenário mundial

Pela Costa do Marfim, Diomande enfrenta Alemanha durante a Copa do Mundo 2026.(Foto por ALEXANDER HASSENSTEIN / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / GETTY IMAGES VIA AFP)

A contratação de Yan Diomande pelo Real Madrid por € 125 milhões (cerca de R$ 736 milhões) colocou o atacante de 19 anos no topo de uma lista importante. O marfinense se tornou o jogador africano mais caro da história do futebol e, ao mesmo tempo, a maior contratação já realizada pelo clube espanhol. O […]

A contratação de Yan Diomande pelo Real Madrid por € 125 milhões (cerca de R$ 736 milhões) colocou o atacante de 19 anos no topo de uma lista importante. O marfinense se tornou o jogador africano mais caro da história do futebol e, ao mesmo tempo, a maior contratação já realizada pelo clube espanhol.

O negócio com o RB Leipzig é mais um sinal da valorização de jogadores do continente africano. Diomande é o líder de um ranking que reúne nomes como Nicolas Pépé, Victor Osimhen, Omar Marmoush e Achraf Hakimi. Ao mesmo tempo, as seleções do continente também vêm ganhando espaço entre as principais forças do futebol mundial. 

O costa-marfinense chegou ao Real após uma temporada de destaque na Alemanha e uma Copa do Mundo que o valorizou ainda mais. O atacante ajudou a seleção a avançar ao mata-mata pela primeira vez na história e chamou atenção principalmente pela velocidade e capacidade no um contra um.

Os jogadores africanos mais caros da história

Com os € 125 milhões pagos pelo Real Madrid, Diomande abriu uma boa vantagem na liderança das maiores transferências envolvendo jogadores africanos e é mais um jogador da Costa do Marfim na lista.

  1. Yan Diomande (Costa do Marfim) — € 125 milhões, RB Leipzig para Real Madrid
  2. Nicolas Pépé (Costa do Marfim) — € 80 milhões, Lille para Arsenal
  3. Victor Osimhen (Nigéria) — € 78,9 milhões, Lille para Napoli
  4. Omar Marmoush (Egito) — € 75 milhões, Eintracht Frankfurt para Manchester City
  5. Bryan Mbeumo (Camarões) — € 75 milhões
  6. Achraf Hakimi (Marrocos) — € 68 milhões, Inter de Milão para PSGn
  7. Riyad Mahrez (Argélia) — € 67,8 milhões, Leicester para Manchester City
  8. Pierre-Emerick Aubameyang (Gabão) — € 63,7 milhões, Borussia Dortmund para Arsenal
  9. André Onana (Camarões) — € 50,2 milhões, Inter de Milão para Manchester United
  10. Thomas Partey (Gana) — € 50 milhões, Atlético de Madrid para Arsenal

Copa de 2026 

A valorização não ficou restrita ao mercado de transferências. Jogadores africanos foram grandes personagens da última Copa do Mundo.

O goleiro Vozinha, aos 40 anos, foi um dos símbolos da inédita participação de Cabo Verde e brilhou especialmente no empate por 0 a 0 contra a Espanha, que posteriormente conquistaria o título.

Além de Diomande, a Costa do Marfim teve Amad Diallo como uma das principais peças ofensivas. Marrocos, por sua vez, voltou a alcançar as quartas de final, com nomes como Ayyoub Bouaddi, observado pelo Manchester City, e Ismael Saibari, contratado pelo Bayern de Munique junto ao Feyenoord.

Saibari marcou em todas as três partidas da fase de grupos, enquanto o senegalês Ismaïla Sarr terminou como o africano com mais gols no Mundial, com quatro em quatro jogos.

Marrocos no retrovisor brasileiro

O crescimento africano também aparece no ranking de seleções. Na atualização da Fifa de 20 de julho de 2026, após a Copa, Marrocos chegou à sexta colocação mundial, com 1.803,99 pontos.

A seleção africana ficou  atrás do Brasil, quinto colocado com 1.804,92, uma diferença inferior a um ponto, além de Espanha, Argentina, França e Inglaterra, que completam as quatro primeiras posições.

Isso é resultado de um projeto de longo prazo de Marrocos, que aposta nas categorias de base para se consolidar como uma potência do futebol mundial. Não à toa, as seleções de formação do país vêm acumulando resultados expressivos nas principais competições.

O trabalho ganhou força em 2009, quando o país iniciou um projeto nacional de desenvolvimento do futebol, com investimentos em campos, treinadores e centros de formação. Um dos pilares foi a Academia Mohammed VI, construída com investimento de cerca de € 13 milhões.

Os resultados apareceram nos anos seguintes. Marrocos conquistou a Copa Africana Sub-23 em 2023, ficou com o bronze nos Jogos Olímpicos de Paris-2024 e foi campeão africano Sub-17 em 2025. No mesmo ano, alcançou seu maior feito nas categorias de base ao vencer a Copa do Mundo Sub-20, com vitória por 2 a 0 sobre a Argentina na final e o primeiro título mundial masculino do país em uma competição da Fifa.

Presença de jogadores africanos cresce no Brasil

 De acordo com o ge, atualmente, 11 jogadores da Série A possuem nacionalidade ou defendem seleções de países africanos. Com a Série B, são 14 atletas mapeados, com Gana liderando a lista de origens, com quatro representantes.

  1. Cissé (Guiné), do Atlético-MG
  2. Bastos (Angola), do Botafogo
  3. Bolasie (Congo), da Chapecoense
  4. Benjamin Arhin (Gana), do Internacional
  5. Denis Marfo (Gana), do Internacional
  6. Koné (Costa do Marfim), do Palmeiras
  7. João Pedro (Guiné-Bissau), do Remo
  8. Brahimi (Argélia), do Santos
  9. Stanley Boateng (Gana), do Ceará
  10. Iba Ly (Senegal), do Juventude
  11. Samuel Otusanya (Nigéria), do Náutico
  12. Steven Nufour (Gana), do Criciúma
  13. Hildeberto Pereira (Cabo Verde), do Operário-PR
  14. Alessio da Cruz (Cabo Verde), do Athletic-MG

Ainda é um número pequeno diante da presença de africanos nas principais ligas europeias, mas mostra uma abertura maior de um mercado historicamente concentrado na contratação de jogadores sul-americanos.

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