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Arsenal larga na frente: o que a 1ª rodada mostrou sobre o Big Six

Atual campeão começou sobrando, enquanto Tottenham e United repetiram velhos problemas; Chelsea e City venceram em novas eras

Como foi a primeira rodada da Premier League 2026/27 (Foto: liverpoolfc.com)

Uma rodada não define uma Premier League, ainda mais em uma temporada que começou com cinco integrantes do Big Six sob novos treinadores. Mas os primeiros 90 minutos já deixaram algumas pistas. O Arsenal parece partir um passo à frente, enquanto Tottenham, Manchester United e Liverpool começaram 2026/27 enfrentando perguntas bastante conhecidas. Chelsea e Manchester […]

Uma rodada não define uma Premier League, ainda mais em uma temporada que começou com cinco integrantes do Big Six sob novos treinadores.

Mas os primeiros 90 minutos já deixaram algumas pistas.

O Arsenal parece partir um passo à frente, enquanto Tottenham, Manchester United e Liverpool começaram 2026/27 enfrentando perguntas bastante conhecidas.

Chelsea e Manchester City venceram em estreias de Xabi Alonso e Enzo Maresca, respectivamente, mas também mostraram que suas novas versões ainda estão em construção.

Arsenal: mudou a temporada, não a sensação

O Arsenal começou exatamente como se espera do atual campeão. 3 a 0 sobre o Coventry, gols de Havertz, Saka e Odegaard, controle praticamente desde o início e poucas oportunidades concedidas ao adversário.

É cedo, e o Coventry acaba de voltar à Premier League, mas o time de Mikel Arteta foi o integrante do Big Six que transmitiu maior sensação de continuidade.

Enquanto quase todos os rivais estão mudando técnico, peças ou identidade, o Arsenal mantém uma estrutura pronta.

Depois da primeira rodada, parece ser novamente o time a ser perseguido.

Tottenham: gastar muito não resolveu tudo

A expectativa era ver um Tottenham renovado. A estreia entregou justamente o contrário: derrota por 3 a 0 para o Brentford, nenhum chute no alvo no primeiro tempo e uma equipe novamente frágil quando pressionada.

Os Spurs investiram mais de £200 milhões em reforços nesta janela, depois de passarem as duas últimas temporadas próximos da zona de rebaixamento.

A questão para Roberto De Zerbi não é qualidade individual, mas transformar tantas contratações em um time.

Contra um Brentford muito mais entrosado, a diferença ficou evidente.

Liverpool: £410 milhões depois, os problemas parecem familiares

O 2 a 2 contra o Newcastle, salvo por um pênalti de Szoboszlai no último lance, mostrou um Liverpool ainda vulnerável nas transições defensivas.

A chegada de Andoni Iraola trouxe uma nova comissão técnica, mas não apagou imediatamente os problemas da temporada passada.

Há uma ressalva importante: os cerca de £410 milhões foram gastos principalmente na reconstrução realizada no mercado anterior, sob Arne Slot.

Mesmo depois daquele investimento, o Liverpool terminou 2025/26 apenas em quinto.

Agora, Iraola herdou jogadores caros, perdeu Mohamed Salah e continua tentando encontrar o equilíbrio.

United: começa outro projeto e a pressão já voltou

Perder por 2 a 0 para o recém-promovido Hull City era exatamente o tipo de início que o Manchester United precisava evitar.

Michael Carrick ganhou contrato até 2028 depois de assumir inicialmente durante a temporada passada, mas seu primeiro campeonato como treinador efetivo já começou com cobranças.

Carrick representa a sétima tentativa permanente de construir um novo United desde a aposentadoria de Alex Ferguson.

Antes dele passaram David Moyes, Louis van Gaal, José Mourinho, Ole Gunnar Solskjaer, Erik ten Hag e Rúben Amorim.

Diferentes estilos, investimentos e reconstruções, mas nenhum deles devolveu o clube ao título inglês.

City pós-Guardiola: mudou menos do que parece

A primeira Premier League sem Pep Guardiola em uma década começou com vitória.

O Manchester City sofreu, saiu atrás contra o Bournemouth, mas buscou o 2 a 1 com gols de Marc Guéhi e Gvardiol nos minutos finais.

Enzo Maresca não representa uma ruptura completa. Ex-auxiliar de Guardiola, mantém vários princípios de posse, ocupação de espaços e construção curta.

A primeira diferença apareceu na tentativa de adaptar mais o time ao jogo, inclusive com Guéhi sendo utilizado no meio e Rayan Cherki mudando a partida vindo do banco. O City pós-Pep ainda tem bastante de Pep.

Chelsea: Xabi começa vencendo

Xabi Alonso também estreou com três pontos.

O Chelsea venceu o Fulham por 3 a 2, fora de casa, em um jogo aberto que mostrou tanto o potencial ofensivo quanto os espaços que o novo treinador ainda terá de corrigir.

João Pedro precisou de apenas 31 segundos para marcar, e Cole Palmer e Morgan Rogers também balançaram as redes.

Para Xabi, o melhor sinal foi a facilidade com que o trio ofensivo conseguiu criar. O alerta foram os dois gols sofridos e a dificuldade de controlar completamente a partida.

Depois de apenas uma rodada, não existe campeão nem crise definitiva.

Mas, entre os seis gigantes, a diferença inicial é clara: Arsenal começou mostrando um time pronto; os outros cinco ainda parecem estar tentando descobrir exatamente qual será sua versão em 2026/27.

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