Internacional e Grêmio começam nesta quinta-feira (27), às 20h, no Beira-Rio, uma disputa que vale muito mais do que uma vaga nas semifinais da Copa do Brasil. Os rivais chegam ao Gre-Nal com 25 pontos no Campeonato Brasileiro e apenas um de vantagem para o Mirassol, primeiro time dentro da zona de rebaixamento. O Grêmio […]
Internacional e Grêmio começam nesta quinta-feira (27), às 20h, no Beira-Rio, uma disputa que vale muito mais do que uma vaga nas semifinais da Copa do Brasil.
Os rivais chegam ao Gre-Nal com 25 pontos no Campeonato Brasileiro e apenas um de vantagem para o Mirassol, primeiro time dentro da zona de rebaixamento.
O Grêmio aparece em 15º e o Inter em 16º pelos critérios de desempate.
Em campo, a Copa do Brasil oferece a possibilidade de salvar uma temporada irregular, além de R$ 9 milhões em premiação para quem chegar à semifinal.
Fora dela, o derrotado terá praticamente todo o foco direcionado para uma briga contra o rebaixamento.
Crise no Colorado?
O lado colorado entra no clássico com o cenário mais delicado. O Inter não vence há oito partidas pelo Brasileirão e, desde a pausa para a Copa do Mundo, ganhou apenas uma vez em oito jogos considerando todas as competições: justamente contra o Corinthians, pela Copa do Brasil.
A pressão já chegou ao técnico Paulo Pezzolano.
Depois do empate por 0 a 0 contra o Atlético-MG, o treinador assumiu a responsabilidade pelo momento e classificou o Gre-Nal como “o jogo mais importante do ano”.
A torcida também vaiou a equipe no Beira-Rio após o último compromisso.
Há ainda um componente de rivalidade. O Inter perdeu para o próprio Grêmio a final do Campeonato Gaúcho deste ano, por 4 a 1 no agregado.
+Gre-Nal nas quartas da Copa do Brasil tem revanche depois de goleada no Gauchão
Ser eliminado novamente pelo maior rival, desta vez na principal possibilidade de título nacional da temporada, aumentaria significativamente a cobrança sobre elenco, direção e comissão técnica.
Uma derrota nesta quinta-feira não significaria eliminação, já que haverá o jogo de volta na Arena.
Mas sair atrás dentro do Beira-Rio colocaria o Colorado diante de uma semana de enorme pressão antes da decisão.
Luís Castro também joga pela estabilidade
O Grêmio está uma posição acima, mas a distância para o Z4 é exatamente a mesma.
O desempenho recente também preocupa: desde a Copa, são duas vitórias, dois empates e cinco derrotas em nove jogos.
A equipe perdeu no fim para o Bragantino na última rodada do Brasileirão.
A diferença é que a cobrança sobre Luís Castro já ganhou contornos mais diretos dentro do clube.
Após a derrota em Bragança Paulista, o executivo Paulo Pelaipe afirmou que “tudo na vida tem limite” ao responder sobre o trabalho do treinador, embora a direção ainda mantenha respaldo ao português.
O título gaúcho sobre o Inter ainda funciona como um crédito importante para o Grêmio. Uma nova classificação diante do rival reforçaria esse domínio nos confrontos decisivos de 2026 e poderia dar fôlego para a reação no Brasileiro.
A eliminação produziria o efeito contrário. O Tricolor já está fora da Sul-Americana e passaria a ter apenas o Brasileirão pela frente, entrando nas últimas 14 rodadas do campeonato a um ponto da zona de rebaixamento e com um trabalho técnico cada vez mais questionado.
Qual lado pesa mais na balança?
No cenário atual, o Inter parece ter uma margem menor para absorver uma eliminação.
São oito rodadas sem vencer no Brasileiro, pressão da torcida, derrota para o rival na final do Gauchão e um treinador que já reconhece publicamente a necessidade de encontrar respostas.
Para o Grêmio, o risco maior está no futuro de Luís Castro. A queda para o rival eliminaria a última possibilidade de título nacional e deixaria a direção diante de uma decisão difícil: manter o projeto enquanto o time luta contra a Série B ou promover outra mudança na reta final.
Por isso, o Gre-Nal que começa nesta quinta-feira pode criar duas temporadas completamente diferentes.
Quem avançar ganha uma semifinal, R$ 9 milhões e talvez o impulso necessário para se afastar do Z4.
Quem cair terá de enfrentar o maior medo de 2026 sem a Copa do Brasil para aliviar a pressão: o rebaixamento.
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