A comparação acompanhou Lionel Messi durante praticamente toda a carreira na seleção argentina. Primeiro, ele era apontado como o possível sucessor de Diego Maradona. Depois, passou anos convivendo com a cobrança por não repetir com a Albiceleste o que fazia por clubes. Agora, aos 39 anos e com a aposentadoria da seleção anunciada nesta segunda-feira (31), Messi encerra a discussão com números que nenhum outro argentino alcançou.
A comparação acompanhou Lionel Messi durante praticamente toda a carreira na seleção argentina. Primeiro, ele era apontado como o possível sucessor de Diego Maradona. Depois, passou anos convivendo com a cobrança por não repetir com a Albiceleste o que fazia por clubes. Agora, aos 39 anos e com a aposentadoria da seleção anunciada nesta segunda-feira (31), Messi encerra a discussão com números que nenhum outro argentino alcançou.
Foram 207 jogos e 125 gols pela seleção principal. Maradona, entre 1977 e 1994, entrou em campo 91 vezes e marcou 34 gols. O gênio se despede com mais que o dobro de partidas e quase quatro vezes mais gols que o ídolo que marcou a geração anterior.
| Messi | Maradona | |
|---|---|---|
| Jogos | 207 | 91 |
| Gols | 125 | 34 |
| Assistências | 68 | 26 |
| Média de gols | 0,60 | 0,37 |
| Copas disputadas | 6 | 4 |
| Jogos em Copas | 34 | 21 |
| Gols em Copas | 21 | 8 |
| Assistências em Copas | 12 | 8 |
| Finais de Copa | 3 | 2 |
| Copas do Mundo | 1 | 1 |
| Copas América | 2 | 0 |
A distância, porém, não se explica apenas pela longevidade. Messi também teve média de gols superior: 0,60 por partida, contra 0,37 de Maradona.
Nenhuma vantagem
Durante muito tempo, a Copa do Mundo foi justamente o argumento mais forte de quem colocava Maradona acima de Messi na seleção. Isso mudou.
Maradona disputou quatro Mundiais e terminou com 21 partidas, oito gols e oito assistências. Messi participou de seis edições e terminou com números bem maiores: 34 partidas, 21 gols e 12 assistências.
A diferença aumentou justamente na despedida. Messi marcou oito gols e deu quatro assistências na Copa de 2026, levando a Argentina novamente até a decisão. Antes do torneio, acumulava 13 gols e oito assistências em Mundiais.
Os dois também levaram a Argentina ao título mundial uma vez. Maradona levantou a taça em 1986, enquanto Messi conquistou o troféu em 2022.
Messi, no entanto, chegou a mais finais: foi vice em 2014, campeão em 2022 e voltou à decisão em 2026. Maradona foi campeão em 1986 e vice quatro anos depois, em 1990.
O que faltava para Messi também deixou de faltar
A comparação também mudou porque Messi transformou completamente a reta final de sua passagem pela seleção.
Até 2021, o craque carregava o peso de nunca ter conquistado um título pela equipe principal. Ele havia perdido as finais da Copa América de 2007, da Copa do Mundo de 2014 e das Copas América de 2015 e 2016. Antes disso, já tinha sido campeão do Mundial Sub-20, em 2005, e conquistado o ouro olímpico em 2008, mas ainda faltava levantar uma taça com a seleção principal.
O jejum acabou em 2021. E justamente no Maracanã, palco da dolorosa derrota para a Alemanha na final da Copa do Mundo de 2014. Messi comandou a Argentina na conquista da Copa América sobre o Brasil e tirou das costas um peso que carregava havia anos.
A partir dali, os títulos vieram em sequência. Em 2022, venceu a Finalíssima contra a Itália e, meses depois, conquistou a tão sonhada Copa do Mundo no Catar. Em 2024, levantou mais uma Copa América, torneio que Maradona nunca conseguiu vencer.
Messi passou boa parte da carreira tentando alcançar Maradona. Na despedida, são os números de Diego que precisam correr atrás dos dele.
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