Carlos Alcaraz pretende reduzir o número de torneios que disputa para evitar que novas lesões o afastem das quadras. De volta ao circuito após quatro meses parado por um problema no punho, o número 3 do mundo criticou o calendário da ATP e afirmou que poderá fazer pausas de um ou até dois meses durante as próximas temporadas.
O espanhol falou sobre o assunto depois de vencer o português Jaime Faria por 4 sets a 1, com parciais de 4/6, 6/0, 6/3 e 6/2, nesta quarta-feira (2), pela segunda rodada do US Open. O torneio marca seu retorno após a lesão sofrida em abril.
Alcaraz explicou que prefere escolher períodos de descanso ao longo da temporada a ser obrigado a parar novamente por problemas físicos.
“No futuro, vou tirar algumas pausas longas. Talvez não quatro meses, mas um ou dois meses, perdendo alguns torneios.”
Alcaraz vê pressão para disputar torneios
Uma das críticas do espanhol está no crescimento dos principais eventos do circuito. Desde 2025, sete dos nove Masters 1000 passaram a durar 12 dias. Apenas Monte Carlo e Paris mantiveram o formato tradicional de uma semana.
Embora os jogadores possam montar seus próprios calendários, Alcaraz argumenta que a quantidade de competições consideradas importantes ou obrigatórias acaba reduzindo as possibilidades de descanso.
Segundo ele, tentar disputar todos esses eventos pode manter um tenista viajando e competindo por aproximadamente 40 semanas no ano.
A ATP afirma que os jogadores têm autonomia para definir suas agendas e que trabalha para estimular uma quantidade adequada de partidas durante a temporada.
Lesões preocupam espanhol
Alcaraz também citou a quantidade de jogadores afastados como um sinal do desgaste provocado pelo circuito. Jannik Sinner, Jack Draper, Holger Rune e o brasileiro João Fonseca estão entre os tenistas que ficaram fora do US Open deste ano por problemas físicos.
Para o espanhol, o cenário pode piorar caso o calendário não seja revisto. Ele afirmou que o circuito já apresenta mais jogadores lesionados e cansados e alertou para o risco de esse número continuar aumentando nos próximos anos.
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