Palmeiras e LDU voltam a se encontrar nesta quarta-feira (9), às 19h, no Nubank Parque, pelo jogo de ida das quartas de final da Libertadores.
É o mesmo estádio, então chamado Allianz Parque, onde o Verdão protagonizou uma das viradas mais improváveis da história da competição, há menos de um ano.
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A derrota em Quito
Na semifinal de 2025, o Palmeiras foi a Quito e sofreu uma das piores noites da era Abel Ferreira no continente.
A LDU venceu por 3 a 0 no Rodrigo Paz Delgado, com dois gols de Gabriel Villamil e um de Lisandro Alzugaray, de pênalti.
Os equatorianos já tinham currículo contra brasileiros naquela campanha. Antes do Palmeiras, a LDU havia eliminado o Botafogo nas oitavas de final e o São Paulo nas quartas.
Para seguir vivo, o Verdão precisava de três gols apenas para levar a decisão aos pênaltis. E de quatro para avançar direto.
A remontada
Uma semana depois, no Allianz Parque lotado, o Palmeiras fez os quatro.
Ramón Sosa abriu o placar aos 20 minutos. Nos acréscimos do primeiro tempo, Bruno Fuchs ampliou.
Raphael Veiga comemorando o quarto gol do Palmeiras contra a LDU pela Libertadores, em 2025 (Foto: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon)
Já no segundo tempo, Raphael Veiga entrou e marcou duas vezes, a segunda de pênalti.
O agregado terminou em 4 a 3 para o Palmeiras, sem necessidade de pênaltis.
Um feito inédito nas semifinais
A virada entrou nos livros de estatística da Conmebol. Foi a primeira vez na história da Libertadores que uma equipe reverteu uma desvantagem superior a dois gols em uma semifinal.
Até então, as maiores reações nessa fase eram de dois gols: o Boca Juniors, em 2007, sobre o Cúcuta Deportivo, e o Atlético-MG, em 2013, contra o Newell’s Old Boys, no ano do título mineiro.
Desvantagens de 3 a 0 já tinham sido revertidas cinco vezes na competição, mas todas em fases anteriores, como Sporting Cristal em 1993, Cerro Porteño em 1999 e River Plate em 2017.
A classificação levou o Palmeiras à sua sétima final de Libertadores, recorde entre clubes brasileiros, e à terceira sob o comando de Abel Ferreira.
A decisão, no Monumental de Lima, foi contra o Flamengo, quatro anos depois da final de Montevidéu.
Dessa vez, o título ficou com os cariocas, e o Verdão terminou como vice-campeão.
O reencontro tem cenário diferente
Um ano depois, o roteiro mudou em pontos importantes. Ramón Sosa, autor do primeiro gol da remontada, está no departamento médico, ao lado de Paulinho e Jefté.
Andreas Pereira cumpre suspensão pela expulsão contra o Cerro Porteño, nas oitavas.
A ordem dos jogos também se inverteu. Em 2025, o Palmeiras decidiu em casa.
Bruno Fuchs comemorando o segundo gol marcado pelo Palmeiras contra a LDU, em 2025 (Foto: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon)
Agora, começa no Nubank Parque e definirá a vaga na altitude de Quito, em 16 de setembro, às 19h.
No histórico do confronto pela Libertadores, são quatro jogos, com duas vitórias para cada lado. Em todos, quem venceu foi o mandante.
Quem avançar enfrenta na semifinal o vencedor de Fluminense e Platense.
O Palmeiras busca o tetracampeonato continental, depois das taças de 1999, 2020 e 2021.
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