A disputa para receber a final da Copa do Mundo de 2030 vem sendo uma grande novela no segundo semestre de 202. Nesta sexta-feira (11), a discussão ganhou um novo capítulo, depois que o primeiro-ministro do Marrocos pediu que a federação do país pare de tratar Casablanca como sede da decisão, enquanto a Espanha voltou a defender publicamente que o jogo seja realizado em território espanhol.
Marrocos, Espanha e Portugal dividirão a organização do Mundial, mas a Fifa ainda não anunciou onde será disputada a final.
Durante um evento político, Fouzi Lekjaa, presidente da Federação Real Marroquina de Futebol, afirmou que Casablanca teria a “honra” de receber o jogo decisivo.
O comentário provocou reação do primeiro-ministro Aziz Akhannouch, que pediu mais cautela e cobrou respeito ao processo de definição junto aos outros países-sede.
“Não se ofereçam para sediar a grande final no Marrocos enquanto ainda não discutimos o assunto com nossos aliados, Espanha e Portugal. Deveria haver um pouco de respeito, irmãos.”
Em meio à campanha eleitoral marroquina, Akhannouch também criticou o uso da final como promessa política e disse que uma decisão desse porte não pode ser tratada dessa maneira.
“Parem de usar promessas eleitorais para nos tirar o chão. Essas são questões de grande importância. Decidir onde a final será realizada é uma questão de grande peso.”
Espanha reforça candidatura
Do lado espanhol, Rafael Louzán, presidente da Federação Espanhola de Futebol, minimizou a declaração de Lekjaa e classificou a fala como um slogan eleitoral. Segundo o dirigente, a experiência da Espanha na organização de grandes eventos e o fato de a seleção ser a atual campeã mundial colocam o país em posição forte para receber a decisão.
“Acredito que a capacidade organizacional da Espanha para grandes eventos é inquestionável e é por isso que a realidade dita que a grande final não pode e não deve ser realizada em nenhum outro lugar que não seja a Espanha.”
Com informações da Reuters.
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