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Galo terá novamente uma noite de “Eu acredito” na Arena MRV

Atlético precisa tirar dois gols de diferença contra o Santos e tenta reviver lema que marcou a Libertadores de 2013

Atlético foi campeão da América em 2013. (Imagem: Reprodução / Atlético-MG)

O Atlético-MG entra em campo nesta quarta-feira (16), às 19h, diante de uma missão que imediatamente leva o torcedor de volta a 2013. Depois de perder por 2 a 0 para o Santos, na Vila Belmiro, o Galo precisa vencer por três gols de diferença na Arena MRV para avançar diretamente à semifinal da Sul-Americana. Uma vitória por dois leva a decisão para os pênaltis.

Não seria a primeira virada do Atlético em um mata-mata continental na Arena. Em 2024, o clube perdeu por 1 a 0 para o Fluminense no Maracanã e venceu a volta das quartas da Libertadores por 2 a 0 em Belo Horizonte. Desta vez, porém, o desafio é maior. O Galo nunca precisou reverter dois gols de desvantagem em sua nova casa para sobreviver em um torneio da Conmebol.

A situação ajuda a recuperar uma expressão que se tornou parte da história atleticana: “Eu acredito”. O grito ganhou força justamente durante a Libertadores de 2013, quando o Atlético passou por duas situações praticamente iguais à que enfrenta agora contra o Santos.

⚽O lema, na verdade, nasceu com o atacante Euller em 2005, quando o Atlético lutava contra o rebaixamento no Brasileirão. Para motivar o elenco, o jogador mandou confeccionar camisas brancas estampadas com a frase  antes de uma partida decisiva contra o Paysandu.⚽

Duas viradas seguidas transformaram o “Eu acredito” em tradição

A primeira aconteceu na semifinal daquela Libertadores. O Atlético perdeu por 2 a 0 para o Newell’s Old Boys, em Rosário, e voltou a Belo Horizonte precisando de três gols para avançar ou devolver o placar para buscar a vaga nos pênaltis. 

Bernard marcou aos dois minutos no Independência, mas o segundo gol demorou praticamente a partida inteira. Nas arquibancadas, só se ouvia uma coisa, até que aos 50 minutos do segundo tempo, Guilherme fez o 2 a 0 e levou a semifinal para os pênaltis. Victor defendeu a cobrança de Maxi Rodríguez, o Atlético venceu a disputa por 3 a 2 e chegou à primeira final de Libertadores de sua história.

Victor defendendo a última cobrança do Newell’s. (Imagem: Reprodução / Atlético-MG)

Na final, o roteiro se repetiu. O Olimpia venceu o primeiro jogo por 2 a 0, no Paraguai. Mais uma vez, o Atlético precisava tirar dois gols para continuar vivo. O “Eu acredito”, que já havia dado certo na classificação contra o Newell’s, virou um mantra entre os atleticanos antes da decisão no Mineirão. Ronaldinho também usou a expressão ao convocar a torcida para a partida. “Ainda não acabou! Temos mais um jogo pra dar o sangue e buscar esse título. Acreditamos na força do grupo e da nossa torcida. Eu acredito!”.

Jô marcou logo no início do segundo tempo. Aos 42 minutos, Leonardo Silva fez o segundo, levou a decisão para a prorrogação e, posteriormente, para os pênaltis. O Atlético venceu por 4 a 3 e conquistou sua primeira Libertadores.

Em menos de duas semanas, portanto, o Galo perdeu duas vezes por 2 a 0 fora de casa, devolveu o mesmo placar em BH e avançou nos pênaltis nas duas ocasiões. A partir dali, “Eu acredito” deixou de ser apenas um grito da arquibancada e passou a representar uma das campanhas mais importantes da história do clube.

Atlético 2 (4) x (3) 0 Olimpia – Final. (Imagem: Reprodução / Atlético-MG)

Arena MRV terá seu maior teste

A Arena MRV já recebeu partidas decisivas de Libertadores, Sul-Americana e Copa do Brasil desde sua inauguração em 2023. Contra o Fluminense, em 2024, também viu o Atlético virar um confronto continental. Mas nunca precisou ser o palco de uma reação de dois gols de diferença para evitar uma eliminação internacional.

O retrospecto do Galo como mandante em jogos de volta ajuda a sustentar a confiança. O clube perdeu apenas um de seus últimos 29 jogos de volta em casa por competições continentais, com 20 vitórias e oito empates.

Mesmo assim, a missão está longe de ser fácil. Em toda a história da Sul-Americana, apenas três equipes conseguiram avançar nas quartas de final depois de perder o primeiro jogo por dois ou mais gols de diferença.

O estádio é outro, a competição também, mas a conta é conhecida pelo torcedor atleticano.

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