Quase três meses depois da eliminação do Brasil para a Noruega na Copa do Mundo, o meia Bruno Guimarães falou pela primeira vez sobre o pênalti perdido naquele dia. Aos 13 minutos do primeiro tempo, o camisa 8 parou em Nyland e desperdiçou a oportunidade de colocar a Seleção à frente do placar e, possivelmente, ter mais tranquilidade no restante da partida.
Em entrevista coletiva nesta quarta-feira (23), em Brisbane, Bruno admitiu que não vai esquecer o lance tão cedo: “É uma ferida, é uma cicatriz. Está muito recente, ainda me magoa, ainda me dói muito isso ter acontecido.”
Depois do jogo, o grande assunto foi o motivo da escolha de Carlo Ancelotti, principalmente pela presença de Vini Jr. em campo. O jogador explicou que não houve uma decisão de última hora, antes de a bola rolar, ele já havia sido escolhido pela comissão técnica: “O professor determina quem vai bater. Eu fui o cara escolhido. O Vini não era. Quem tinha que bater o pênalti era eu.”
O técnico italiano justificou a escolha com base em uma análise estatística dos batedores no último ano, e a sequência era Neymar, Igor Thiago, Raphinha, Bruno Guimarães e Gabriel Martinelli. Ou seja, Vini não bateria nem se Bruno estivesse no banco de reservas.
O volante lamentou que o atacante tenha sido envolvido nas críticas, afirmou que a responsabilidade era dele e garantiu que, caso volte a ser escolhido para uma cobrança pela Seleção, assumirá novamente.
Se tivesse outro pênalti e fosse delegado a mim, eu não vou me esconder. Eu vou bater de novo mil vezes se tiver que fazer, porque representar essa camisa representa tudo para mim, sempre foi o maior sonho da minha vida.
A Seleção Brasileira está na Austrália e se prepara para dois amistosos contra os donos da casa, nos dias 25 e 29 de setembro. Depois, a Seleção segue para a Índia, onde jogará pela primeira vez no país, em Calcutá.
Entre na conversa da comunidade