Carlo Ancelotti explicou por que Vini Jr. cobrou o segundo pênalti do Brasil na vitória por 4 a 2 sobre a Austrália, nesta terça-feira (29), mesmo com Bruno Guimarães à frente do atacante na ordem definida pela comissão técnica.
Após a eliminação para a Noruega na Copa do Mundo, o treinador havia revelado que a Seleção trabalhava com uma hierarquia baseada no desempenho dos jogadores em cobranças ao longo do último ano. Neymar aparecia em primeiro, seguido por Igor Thiago, Raphinha, Bruno e Gabriel Martinelli. Vini não estava entre os cinco nomes citados por Ancelotti.
Na partida contra a Austrália, Raphinha cobrou o primeiro pênalti do Brasil e marcou. Já na segunda penalidade, mesmo com BG em campo e Raphinha substituído, Ancelotti escolheu Vini para a cobrança.
Bruno já havia marcado gol. O batedor de pênalti era o Raphinha, que bateu o primeiro. O segundo era Bruno, mas o Bruno já tinha marcado o gol. Então, acho que o Vini merecia marcar um gol. Bateu o pênalti, bateu bem e marcou — explicou Ancelotti após a partida.
A situação foi diferente da vivida pelo Brasil no Mundial. Nas oitavas de final, o camisa 8 assumiu a cobrança com o placar em 0 a 0 e teve o pênalti defendido por Nyland. Na ocasião, Ancelotti justificou a escolha justamente pela análise estatística feita pela comissão técnica e afirmou que Bruno era a melhor opção entre os jogadores que estavam em campo naquele momento.
Contra a Austrália, foi o próprio Vini Jr. quem sofreu o pênalti. O atacante chegou a oferecer a bola para o meia, mas a decisão do italiano foi manter o camisa 7 na cobrança.
O treinador também falou sobre o momento do atacante e reconheceu que Vini ainda não está em sua melhor fase, embora tenha reforçado a confiança no jogador.
Eu o conheço muito bem. Ele é um jogador fundamental para a Seleção, um jogador fundamental para o Brasil, um jogador fundamental na minha história futebolística e vai ser um jogador fundamental para o futuro. Está em seu melhor momento? Não, não está em seu melhor momento, mas é início de temporada.
Ancelotti acrescentou que terá “muita paciência” com o jogador e destacou que, mesmo abaixo do melhor nível, o craque do Real Madrid ainda consegue ser decisivo.
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