O Corinthians divulgou nesta terça-feira (29) o balanço referente ao período de janeiro a julho.
O documento aponta déficit acumulado de R$ 278,705 milhões nos sete primeiros meses do ano, valor 258% superior aos R$ 77,862 milhões previstos no orçamento para o intervalo.
A diretoria aponta quatro fatores para a diferença entre o previsto e o realizado. O maior deles é a ausência de R$ 150 milhões que o orçamento projetava com vendas de jogadores na primeira janela.
Somam-se R$ 32,525 milhões referentes ao pagamento da premiação do título da Copa do Brasil de 2025, R$ 16,307 milhões em contingências e revisão contábil e R$ 6,076 milhões em impostos sobre a operação com o Santos Laguna pela contratação de Félix Torres.
Sem esses efeitos, o déficit seria de R$ 73,797 milhões, abaixo do projetado.
Segundo o clube, as negociações foram adiadas por causa da priorização do desempenho na Libertadores e de uma estratégia de valorização dos atletas.
André Luiz, Breno Bidon e Yuri Alberto receberam sondagens europeias e permaneceram no elenco.
Do lado positivo, as receitas operacionais brutas somaram R$ 472,043 milhões até julho, contra R$ 402,996 milhões previstos. Patrocínios lideraram, com R$ 167,454 milhões, seguidos por direitos de transmissão, com R$ 138,286 milhões.
Os custos, porém, seguem pressionando. As despesas operacionais chegaram a R$ 448,050 milhões, com a folha de pagamento respondendo por R$ 327,406 milhões.
O balanço não traz atualização do endividamento, que estava em R$ 2,8 bilhões na demonstração do primeiro semestre, considerando clube e Neo Química Arena.
A administração informou que fará uma revisão orçamentária de meio de exercício, prevista no estatuto, para atualizar as projeções do segundo semestre.
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