Após a goleada sobre os Estados Unidos por 4 a 1, na segunda-feira (6), pelas oitavas de final da Copa do Mundo, jogadores da Bélgica admitiram abertamente que a polêmica decisão da Fifa de suspender o cartão vermelho do atacante americano Balogun serviu de motivação extra para o duelo. “Não vou esconder. Tivemos uma reunião […]
Após a goleada sobre os Estados Unidos por 4 a 1, na segunda-feira (6), pelas oitavas de final da Copa do Mundo, jogadores da Bélgica admitiram abertamente que a polêmica decisão da Fifa de suspender o cartão vermelho do atacante americano Balogun serviu de motivação extra para o duelo.
“Não vou esconder. Tivemos uma reunião quando recebemos a notícia e dissemos que teríamos que responder em campo. Tínhamos realmente muita raiva e muita vontade de começar bem a partida, algo que estava faltando a nós no início do torneio”, afirmou o capitão Tielemans.
O volante Raskin reforçou o clima no vestiário antes do jogo: “Havia um sentimento de injustiça no grupo e tínhamos muita vontade de responder em campo”.
Entenda o caso
Balogun foi expulso na vitória americana sobre a Bósnia, na fase 16 avos de final, após revisão do VAR pelo árbitro brasileiro Raphael Claus, que identificou um pisão do atacante. A suspensão automática o tiraria das oitavas, mas a Fifa, após pressão da federação americana e do presidente Donald Trump, que telefonou pessoalmente para Gianni Infantino, suspendeu a punição e liberou o jogador. A Bélgica reagiu com indignação. O técnico Rudi Garcia ironizou a decisão na véspera, comparando o anúncio ao 1º de abril.
Em campo, a resposta foi uma goleada. Após o apito final, Garcia consolou Balogun e explicou o gesto ao New York Times: “Ele veio falar comigo, e eu gostei disso. Não é culpa dele, ele não merece ser culpado por nada”. Sobre a controvérsia em si, o treinador preferiu minimizar: “Havia 11 jogadores dos EUA do outro lado, e tanto faz quem estava em campo”, completou.
Do lado americano, Trump admitiu ter pedido a Infantino uma revisão da expulsão por discordar da arbitragem. O presidente da Fifa confirmou o telefonema, mas garantiu que os órgãos disciplinares da entidade “atuam de forma autônoma” e que sua independência “é essencial para a credibilidade do futebol”.
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