A história das Copas do Mundo costuma eternizar grandes jogadores, mas alguns treinadores também conquistaram um lugar especial entre os maiores do esporte. Com a classificação da Argentina para a final de 2026, Lionel Scaloni passou a integrar um grupo de apenas seis comandantes que chegaram a duas decisões do Mundial. Entre eles, apenas um […]
A história das Copas do Mundo costuma eternizar grandes jogadores, mas alguns treinadores também conquistaram um lugar especial entre os maiores do esporte. Com a classificação da Argentina para a final de 2026, Lionel Scaloni passou a integrar um grupo de apenas seis comandantes que chegaram a duas decisões do Mundial. Entre eles, apenas um conseguiu levantar a taça nas duas oportunidades. Além disso, o treinador e a seleção podem alcançar uma marca que apenas Brasil e Itália conseguiram: conquistar a taça mais cobiçada do planeta duas vezes seguidas.
Vittorio Pozzo (Itália) – O único bicampeão
- Finais: 1934 e 1938
- Aproveitamento: 100%
O lendário comandante da Azzurra na década de 1930 não apenas chegou a duas finais, mas venceu ambas. Criador do sistema tático conhecido como Metodo, Pozzo transformou a Itália na primeira grande dinastia do futebol mundial, vencendo a Tchecoslováquia em 1934 e a Hungria em 1938. Até hoje, ele é o único técnico bicampeão do mundo.
Helmut Schön (Alemanha Ocidental)
- Finais: 1966 e 1974
- Aproveitamento: 50% (um título e um vice)
Helmut Schön moldou uma das eras mais vitoriosas do futebol alemão. Em 1966, viu o título escapar na prorrogação contra a Inglaterra depois do polêmico “gol fantasma” de Geoff Hurst. Oito anos depois, jogando em casa, sua estratégia neutralizou o “Carrossel Holandês” de Johan Cruyff, garantindo a taça de 74 para a Alemanha.
Mário Zagallo (Brasil) – O velho Lobo
- Finais: 1970 e 1998
- Aproveitamento: 50% (Um título e um vice)
Zagallo já havia vencido duas Copas como jogador (1958 e 1962) antes de assumir a Seleção em 1970, onde montou o que muitos consideram o maior time de todos os tempos, o Esquadrão. Vinte e oito anos depois, em 1998, ele levou o Brasil a mais uma decisão na França, terminando com o vice-campeonato.
Franz Beckenbauer (Alemanha Ocidental)
- Finais: 1986 e 1990
- Aproveitamento: 50% (Um título e um vice)
Após se tornar uma lenda como um dos maiores defensores da história dentro de campo, Beckenbauer repetiu o sucesso como técnico. Ele liderou a Alemanha Ocidental em duas finais consecutivas contra a Argentina de Diego Maradona. Em 1986, ficou com o vice após um jogo eletrizante (3 a 2), mas deu o troco em 1990, conquistando o tricampeonato alemão na Itália.
Didier Deschamps (França)
- Finais: 2018 e 2022
- Aproveitamento: 50% (Um título e um vice)
O nome mais recente a entrar para o clube é o francês Didier Deschamps, campeão do mundo na Rússia em 2018 e finalista em 22, quando perdeu o título para a Argentina nos pênaltis em se não a maior, uma das maiores finais da história. Após a eliminação contra a Espanha na última terça (14), o treinador francês ultrapassou Helmut Schön em números de partidas à beira do campo no Mundial, com 26 jogos.
Lionel Scaloni (Argentina)
- Finais: 2022 e 2026
- Aproveitamento: Carregando…
Coube a dois “Lionéis” recolocar a Argentina no topo do mundo. Contestado ao assumir o cargo, Lionel Scaloni calou os críticos ao tirar a seleção de uma fila de 36 anos no Catar, em 2022.
No ciclo recente, manteve a competitividade em alto nível e conduziu os hermanos a mais uma decisão consecutiva na Copa do Mundo de 2026. Além disso, tornou-se o segundo treinador mais jovem a chegar a duas finais da competição, aos 48 anos, atrás apenas de Franz Beckenbauer, que tinha 44 em 1990.
Tem que respeitar a Scaloneta!
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