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Argentina passa 90 minutos sem finalizar na decisão da Copa do Mundo

Espanha dominou as ações e impediu que a seleção sul-americana se aproximasse do gol

Foto: Divulgação/Fifa

O dado é difícil de acreditar para uma final de Copa do Mundo: a Argentina, dona do ataque mais letal do torneio, terminou os 90 minutos do tempo regulamentar sem dar um único chute. Nenhuma finalização. Zero. Do outro lado, a Espanha acumulou 15 tentativas no 0 a 0 que levou a decisão à prorrogação. […]

O dado é difícil de acreditar para uma final de Copa do Mundo: a Argentina, dona do ataque mais letal do torneio, terminou os 90 minutos do tempo regulamentar sem dar um único chute. Nenhuma finalização. Zero. Do outro lado, a Espanha acumulou 15 tentativas no 0 a 0 que levou a decisão à prorrogação.

A marca é inédita na história. Desde que a estatística começou a ser contabilizada, em 1966, nenhum finalista havia passado o tempo regulamentar de uma decisão sem finalizar. O recorde negativo anterior pertencia à própria Argentina, que chutou apenas uma vez na final de 1990, perdida por 1 a 0 para a Alemanha, a mesma campanha defensiva e pragmática que ficou marcada na história como uma das mais retrancadas de um finalista. Trinta e seis anos depois, os argentinos superaram a si mesmos.

O domínio espanhol foi absoluto, porém nada efetivo. Fiel ao estilo que a trouxe até a final, líder em finalizações e posse de bola na Copa, a Fúria encurralou a atual campeã no próprio campo e transformou a decisão em ataque contra defesa. A Argentina, que construiu sua campanha sobre a eficiência cirúrgica (17% de aproveitamento nos chutes, o melhor do Mundial), sequer conseguiu chegar perto do gol de Unai Simón para exercitar sua maior virtude.

O roteiro confirma com exagero o que se desenhava antes da bola rolar: o duelo entre o volume espanhol e a economia argentina.

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