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Sem Di María em campo, Argentina repete roteiro de derrotas em finais

Meia-atacante foi decisivo nas grandes conquistas de Messi pela seleção; nas finais em que não esteve inteiro em campo, a Albiceleste saiu derrotada

Foto: Divulgação/CONMEBOL

A derrota da Argentina para a Espanha por 1 a 0, na final da Copa do Mundo de 2026, reacendeu um debate antigo entre torcedores: o quanto Lionel Messi dependeu de Ángel Di María nas grandes decisões pela seleção. A Espanha venceu na prorrogação, com gol de Ferran Torres aos 106 minutos, e impediu o […]

A derrota da Argentina para a Espanha por 1 a 0, na final da Copa do Mundo de 2026, reacendeu um debate antigo entre torcedores: o quanto Lionel Messi dependeu de Ángel Di María nas grandes decisões pela seleção. A Espanha venceu na prorrogação, com gol de Ferran Torres aos 106 minutos, e impediu o bicampeonato mundial argentino.

O recorte que viralizou nas redes é simbólico. Entre 2007 e 2026, Messi disputou nove finais pela seleção principal da Argentina. Em todas as derrotas, Di María não jogou, não estava na seleção ou não conseguiu permanecer em campo por pelo menos 45 minutos.

Finais perdidas

A sequência começa na Copa América de 2007, quando a Argentina perdeu para o Brasil por 3 a 0. Di María ainda não fazia parte da seleção principal.

Depois veio a final da Copa do Mundo de 2014. A Argentina perdeu para a Alemanha por 1 a 0, no Maracanã, e Di María ficou fora por lesão muscular. Na época, o desfalque foi tratado como uma das grandes perdas da equipe, já que o meia-atacante era peça-chave na transição e havia sido decisivo nas oitavas, contra a Suíça.

Em 2015, contra o Chile, Di María até começou como titular na final da Copa América, mas saiu machucado ainda antes dos 30 minutos. A Argentina perdeu nos pênaltis. Um ano depois, na Copa América Centenário, ele voltou a ficar fora da decisão contra os chilenos, por conta de uma nova lesão, novamente o Chile venceu nas penalidades.

Agora, em 2026, Di María já não fazia mais parte da seleção. Ele havia anunciado que encerraria sua trajetória pela Argentina após a Copa América de 2024. Sem o camisa 11, Messi viu a Espanha tirar da Argentina a chance de repetir o bicampeonato mundial que não acontece desde o Brasil de 1958 e 1962.

O poder de decisão

O outro lado da estatística é ainda mais forte. Nas finais vencidas por Messi com a Argentina, Di María esteve presente e foi decisivo.

Em 2021, marcou o gol do título da Copa América contra o Brasil, no Maracanã. A vitória por 1 a 0 encerrou um jejum de 28 anos da Argentina sem grandes conquistas e deu a Messi sua primeira taça pela seleção principal.

Na Finalíssima de 2022, contra a Itália, Di María voltou a marcar. A Argentina venceu por 3 a 0 em Wembley e confirmou o crescimento do ciclo de Lionel Scaloni antes da Copa do Catar.

Di María, o herói que dá adeus à Argentina na CONMEBOL Copa América™

Foto: Divulgação/CONMEBOL

Na final da Copa do Mundo de 2022, contra a França, ele foi novamente protagonista. Sofreu o pênalti que abriu o placar, marcou o segundo gol argentino e saiu de campo com a equipe vencendo por 2 a 0. A partida terminou 3 a 3 e a Argentina conquistou o título nos pênaltis.

Em 2024, na despedida da seleção, Di María jogou 117 minutos contra a Colômbia, foi eleito o melhor jogador da final da Copa América e ajudou a Argentina a conquistar mais um título continental.

Mais do que superstição

A estatística não significa que Di María “carregou” Messi, nem diminui o tamanho do camisa 10. Mas ajuda a explicar uma coisa: nos jogos mais pesados, Di María sempre deu à Argentina algo que não aparecia facilmente em outros jogadores.

Era o jogador que impedia a Argentina de virar uma seleção lenta, previsível e dependente apenas da genialidade do camisa 10.

Na final contra a Espanha, essa ausência ficou mais evidente. A Argentina teve dificuldade para progredir, sofreu para encontrar escape pelos lados e passou longos períodos sem ameaçar o gol espanhol. Tanto que a seleção não deu nenhum chute ao gol ao longo dos 120 minutos.

Sem Di María, a Argentina perde não apenas um jogador decisivo, mas também uma peça fundamental no equilíbrio do time em momentos de maior pressão.

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